O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 14/06/2020
Na obra ‘‘Utopia’’ do escritor Thomas More, é apresentada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que - no Brasil - a desigualdade social é ampliada devido ao estudo a distância - no ensino público - através da internet.
A princípio, o EaD na educação pública é responsável por colaborar na desigualdade social. Nessa perspectiva, segundo o filósofo francês Michel Foucault , o poder articula-se em uma linguagem que cria mecanismos de controle e coerção, os quais aumentam a subordinação. Sob essa óptica, constata-se que o discurso hegemônico introduzido, na mordernidade, moldou o comportamento do ser cidadão a acreditar que o EaD não é exclusivo, tornando natural o escanteamento dos que não possuem esse acesso.
Consequentemente, a desigualdade social é cada vez mais ampliada, pois enquanto alguns alunos continuam estudando, 42% - segundo o site mundo educação - são deixados para trás e escanteados pelo fato de não possuírem internet. Desse modo urge a extrema necessidade de alterações nessas condições vigentes com a intenção de estabelecer um convívio mais igualitário.
Portanto, percebe-se a importância sobre o debate a respeito do acesso à internet em questão no Brasil. Logo, é necessário que o Ministério da Educação promova um suporte maior a esse grupo desprivilegiado , por meio de aulas presenciais individuais, as quais os profissionais levem o material necessário para o aprendizado e com um horário fixo para toda a semana, dessa forma, visando uma sociedade com uma maior equidade entre os indivíduos. Sendo assim, a coletividade alcançará a utopia de More.