O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 18/06/2020
Segundo relatório da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) diz que a falta de acesso à internet na infância afeta a educação e entrada no mercado de trabalho. Nesse sentido, observa-se que a questão do acesso a internet foi posta em pauta no Brasil com a necessidade de isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus e o surgimento de propostas de continuidade das aulas de modo online evidenciando, assim, o alto nível de desigualdade no país. Desse modo, fica claro que, no Brasil, muitas pessoas ainda não têm a possibilidade de acessar o meio virtual de forma igualitária. De início, é inegável que no Brasil há níveis altíssimos de desigualdades, ao ponto de que em pleno século XXI muitos ainda não tenham acesso à internet no país. Nesse viés, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que uma e cada quatro pessoas no Brasil não tem acesso ao ciberespaço. Tal dado evidencia não só a elevada disparidade econômica que não permite que pessoas menos favorecidas tenham possibilidade de acessar a internet no seu país, mas também deixa claro a inexistência de políticas publicas que permitam que todos tenham liberdade de acesso ao conhecimento de forma igualitária. Este caótico contexto aprofunda ainda mais o abismo social entre ricos e pobres e, assim, não permite que a classe social de mais baixo poder aquisitivos tenha possibilidade de acesso a níveis elevados de educação e, consequentemente, não tenham um bom emprego. Dessa forma, fica evidente que é necessário políticas públicas que permitam a acessão social de todos para que todos tenham acesso a internet de forma igualitária e se tenha uma sociedade mais justa e não excludente. Portanto,é necessário que o Ministério da Ciência e Tecnologia em conjunto com o Ministério da Economia desenvolvam um projeto que amplie o acesso à internet no Brasil. Isso pode ser realizado por meio do projeto “democratização do espaço virtual”, no qual irá disponibilizar nos bairros menos favorecidos acesso a internet de forma gratuita e aberta ao publico que mais precisar com a finalidade de reduzir, pelo menos um pouco, o déficit de acesso ao meio virtual. Além disso, as secretaria de desenvolvimento social devem disponibilizar meios tecnológicos e um aplicativo que tenha aulas gravadas para alunos de escola pública para que estes possam assistir aulas livremente e de forma democráticas com o objetivo de reduzir a desigualdade econômica no Brasil.