O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 19/06/2020
Cartas, telegramas e ligações são exemplos que representam o avanço das formas de comunicação com pessoas distantes umas das outras. isto facilita a socialização com pessoas de outras culturas e formas de pensamento. No entanto, a normalização do acesso a mais recente dessas ferramentas, a internet, apesar de seus benefícios, devido a forma rápida e errônea de como foi inserido na sociedade, traz como consequência a fragilidade dos laços afetivos e a discriminação inconsciente ou consciente dos excluídos digitais.
Primeiramente, é válido evidenciar que, segundo Karl Marx, o homem é um ser sociável. Isso, pois a formação de caráter e a saúde mental de um indivíduo dependem dos laços afetivos, tal qual da qualidade destes. Paralelamente a afirmativa supracitada, o uso não consciente da internet juntamente com o estilo de vida acelerado requerido pela globalização vêm diminuindo o tempo de interação com os próximos a uma pessoa, além de tornar mais superficiais as relações interpessoais. Desse modo, o acesso pouco lúcido ao artifício digital em questão desestabiliza o ser humano e isto por sua vez aumenta a precariedade da qualidade de usufruto da referida ferramenta formando um ciclo vicioso responsável pelo aumento dos ansiosos, depressivos ou por outras enfermidades psicológicas.
Outrossim, segundo a seleção natural descrita por Darwin, aqueles que não se adaptam as condições do ambiente são eliminados pela seleção natural. Na atualidade contemporânea, os indivíduos que não conseguem acessar a internet fogem ao padrão adquirido após a Revolução técnico cientifica adapta a teoria anteriormente listada ao contexto da busca pelo progresso, fazendo com que o grupo excluído digitalmente sofra discriminação feita conscientemente ou não.
Portanto, é necessária uma parceria entre Organizações não Governamentais e o Estado para formular e disseminar uma campanha que vise minimizar as consequências da inserção incorreta do acesso a internet. Isso só será possível por meio comerciais e palestras que visem comover a população sobre a importância de dos laços afetivos para a qualidade de vida individual, tal qual promover aulas com voluntários que ensinem a usar a ferramenta e propagandas incentivem doações de produtos eletrotônicos para as pessoas que não tem condições de compra-los.