O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 14/06/2020

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, uma em cada quatro pessoas no Brasil não tem acesso á internet, em números totais, isso representa cerca de 46 milhões de brasileiros que não acessam a rede. Sendo assim, o Brasil não se encaixa no padrão da era digital, em que existe a utilização de conjunto de meios digitais facilitada. Deste modo, o grande problema é a falta de recursos desse mecanismo que gera uma exclusão digital.

Em primeira análise, decorrente ao caso Willian de 13 anos, onde passa seus dias sentado em uma praça, para conseguir acesso á rede wi-fi do açougue em frente, para poder estudar neste período de pandemia. Assim, neste caso ocorreu uma grande repercussão digital por meio da falta de recursos da família e do governo, acarretando a desigualdade de oportunidades. Deste modo, a infinidade de informações ao alcance de um clique não chega a todos da mesma forma.

Em segunda análise, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, na África, 60% das pessoas entre 15 e 24 anos não têm acesso à internet, já na Europa, essa porcentagem cai para 4%. Deste modo, a diferença de investimento na tecnologia é nítido, que no futuro acarreta á fuga de cérebros no Brasil, em busca de melhores condições. Além disso, na região norte 13,8% da população que não acessa a internet, o serviço não é disponível nos locais que frequentam, ou seja, mesmo que queiram, não conseguem contratar um pacote de internet. Assim, é preciso abranger o acesso à internet a toda a extensão país.

Portanto, diante da falta de investimento entenda-se o porquê a desigualdade tecnológica ocorre. Logo, é necessário que Ministério da Ciência e da Tecnologia por meio de verba, disponibilize internet e computadores gratuitos, por meio de escolas públicas, principalmente nas regiões onde o acesso às redes é mais restrito. Com a finalidade de um país com a desigualdade zero.