O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 18/06/2020

Em 1789, o Iluminismo consolidou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, garantindo, pela primeira vez, o direito ao bem-estar social para todos. Entretanto, no Brasil, a política pública ineficiente impossibilita que os indivíduos usufruam do ideal iluminista na prática. Nesse sentido, evidencia-se que a falta de acesso à internet é um desafio para o país, devido ao custo do mesmo e à exclusão social.

A princípio, não há dúvidas que o custo para o acesso à internet está entre as principais causas para a falta de sua disponibilidade para quase metade da população brasileira. Isso porque famílias desfavorecidas financeiramente recebem salários que cobrem suas necessidades básicas de sobrevivência, e não lhes sobra dinheiro para comprar e/ou manter um roteador de rede sem fio. A despeito disso, instituições que aderem o Ensino à Distância, continuam suas aulas sem adaptações necessárias para tais necessidades diárias de estudos dos jovens. Acerca dessa lógica, nota-se que as ações do poder público ainda são improficientes para inibir tal problemática.

Ademais, a exclusão social é outro motivo que contribui para esse impasse, uma vez que índios, pessoas em estado de rua, etc não possuem acesso à internet. Além disso, também há limitações para portadores de alguma deficiência e índios. Hoje, 42% da população brasileira não tem computador em casa, portanto, são desfavorecidos de aulas eletrônicas, comunicação, entre outros recursos que a internet oferece. Dessarte, é evidente o quanto é fundamental que haja medidas para mudar esse cenário e fazer valer, cotidianamente, a tão almejada Declaração dos Direitos do Homem e do cidadão.

Urge, portanto, que o direito dos indivíduos seja, de fato, assegurado na prática, conforme prevê a Declaração de 1789. Assim, para extinguir as adversidades decorrentes da falta de acesso à internet, é necessário que o Conselho de Direitos Humanos da ONU, com o apoio do governo, por meio da disponibilização de computadores em escolas públicas, criação de novas lan houses e uma ampliação e melhoria na qualidade do sinal das redes públicas, a fim de garantir, na prática, o bem-estar geral. Desse modo, o Brasil se tornará um país mais justo e igualitário.