O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 16/06/2020
Os dados referentes ao acesso à internet no mundo crescem cada vez mais por causa da grande difusão da tecnologia nos dias atuais. Por isso, o Brasil, por ser um país de proporções continentais, precisa desses recursos para que a descentralização do conhecimento ocorra da maneira correta. Contudo, a exclusão digital e o mal uso das ferramentas disponíveis para a população são fatores que dificultam o acesso eficiente.
É válido analisar, de início, que, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), o acesso à internet é um direito humano do século XXI, dado que a tecnologia faz parte da vida do homem moderno. Porém, quando a distribuição dos recursos tecnológicos não ocorre causa uma exclusão digital que pode ser de várias formas, como a cognitiva, quando engloba os idosos, por exemplo, já que a linguagem da internet ainda aponta dificuldades para essa parcela da sociedade; e, também institucional, a qual o governo exige o uso de ferramentas tecnológicas para renovar documentos ou acessar sites que são inviáveis para certas pessoas das periferias. Por isso, a falta de internet pode ser traduzida como um tipo de exclusão social que dificulta dispersão igualitária de conhecimento.
Além disso, é possível notar, ainda, que o acesso a internet pode ser enriquecedor na área educacional, uma vez que, de acordo com o sociólogo Pierre Levy, a sociedade atual é hiper-conectada, o que contribui para o crescimento do EAD (ensino a distância). Contudo, essa mesma sociedade é caracterizada como imediatista, ou seja, se contenta com algo rápido, mas não eficaz. Isso gera uma superficialidade nos conhecimentos adquiridos pelos alunos, os quais não aproveitam, de fato, os instrumentos que estão disponíveis no mundo digital, dificultando a plena troca de saberes entre eles e os professores fora da sala de aula.
Logo, é necessário que o acesso a internet seja de maneira eficaz para que a sociedade possa crescer igualitária e gozando de todos os direitos humanos. Portanto, é preciso que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação invista de forma correta o dinheiro público com projetos que aumentem o acesso a internet nas periferias, criando locais com computadores gratuitos com horários limitados para poder garantir um maior rodízio de pessoas. Por fim, é dever das prefeituras locais criar redes de Wi-Fi em lugares públicos, como praças, a fim de ampliar o acesso àqueles que possuem celulares e facilitar na troca de conhecimento entre os brasileiros.