O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 19/06/2020

Com o surgimento da Revolução Tecnocientífica, durante a segunda metade do século XX,  diversas inovações tecnológicas ganharam relevância. Na contemporaneidade, o acesso à “internet”  tornou-se uma tecnologia necessária à dinâmica social. Entretanto, essa acessibilidade em questão no Brasil não atinge a totalidade nacional, fato que representa uma exclusão digital de uma parcela populacional carente de tal recurso, bem como simboliza um viés anti-democrático quanto ao livre alcance de informações.

De antemão, percebe-se que a carência de acesso à “internet” em questão no Brasil por uma parcela social representa um viés exclusório do meio digital. Nessa lógica, analisa-se a matéria do jornal “G1”, a qual afirma que 30% dos brasileiros não possuem acessibilidade ao campo cibernético, o que simboliza um dado contraditório com a tendência da dinâmica tecnológica contemporânea. Nesse contexto, chega-se à conclusão de que essa concentração da livre disponibilidade da “web” em determinado núcleo da sociedade, o qual não representa a totalidade, marginaliza os escassos desse âmbito em uma bolha de exclusão carente de democracia. Desse modo, sabe-se que tal situação impede uma inclusão necessária à superação de desigualdades.

Além disso, infere-se que uma escassez de democracia no tocante à disponibilidade de informações representa uma realidade afirmada pela temática do acesso à “internet” em questão no Brasil. Nesse âmbito, relaciona-se a isso a afirmação do filósofo Habermas, a qual expôs que os meios de comunicação são essenciais à lógica comunicativa. Nessa ótica, chega-se à conclusão de que os marginalizados quanto à carência de acessibilidade ao campo cibernético são privados do direito à livre participação dessa dinâmica informativa, o que expõe um rompimento com o ideal democrático constituinte.

Portanto, sabe-se que o acesso à “internet” deve ser alcançado por toda a sociedade. Logo, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia findar a exclusão digital, por meio da criação de um projeto que disponibilize “wi-fi” público em áreas com índices mais carentes de acessibilidade ao campo cibernético. Também, é dever do Governo Federal acabar com o viés anti-democrático da escassez de disponibilidade da “web” para todos, por intermédio da construção de “lã houses” populares com entrada gratuita em locais menos afortunados. Assim sendo, a inclusão e a democracia digital poderão ser atingidas.