O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 18/06/2020
Na sua música ’’ Pela internet", o cantor brasileiro Gilberto Gil louva a quantidade de informações disponibilizadas pelas plataformas digitais aos sus usuários. Sob essa ótica, muito se tem discutido, no limiar do século XXI, acerca do acesso à internet na nação canarinha, uma vez que apesar de ser um fator necessário para o progresso da sociedade, também é cercado por um enorme ‘‘abismo’’ social, marcado por desigualdades e preconceitos. Assim, é fundamental analisar o contexto em que se dá esta problemática, bem como o papel Estatal em sua permanência na contemporaneidade canarinha.
Pontua-se, a priori, que no contexto historiográfico brasileiro, desde os processos denominados Revoluções Industriais e a ascensão ao capitalismo, é observado o papel modernizador da globalização, não só no âmbito econômico, mas também no social. Entretanto, apesar desse hiperbólico desenvolvimento, notadamente no que tange aos meios tecnológicos de comunicação, situações de exclusão e preconceitos nos meios digitais tornaram-se, infelizmente, realidades banalizadas no Brasil. Concomitantemente a isso, no contexto hodierno em que se vivencia a pandemia do Covid-19, nota-se que existe um evidente exclusão digital de uma grande parte dos alunos das escolas públicas do país, já que segundo a pesquisa realizada pelo Centro Regional e Estudos para o Desenvolvimento da Informação, 42% dos lares canarinhos não possuem computador. Esse fato não só amplia as desigualdades sociais do país, como também priva muitas crianças e jovens do acesso educacional.
Infere-se, ainda, que para o pensamento de Immanuel Kant, os indivíduos só atingem a maioridade quando sintetizam a possibilidade de agir com sua própria razão. Entretanto, o Governo Tupiniquim, ao negligenciar, muitas vezes, situações de desconformidades sociais na utilização da internet, obriga os cidadãos que sofrem com esse descaso a permanecerem em seu estado de menoridade. Paralelamente a isso, as instituições de ensino emergem como importantes agentes de mitigação, já que ao formarem indivíduos mais autônomos, podem contribuir para a construção de mentalidades que busquem a igualdade do acessoa à internet para toda a sociedade.
Destarte, medidas são fundamentais para que as situações de exclusão observadas nas plataformas digitais sejam mitigadas. Para que isso ocorra, o Governo, em parceria com o Legislativo, já que tem a função de fiscalizar atos do executivo, deve investir na construção de laboratórios de informática em todas as escolas públicas do país, bem como na expansão daquelas já existentes. Isso deverá ser feito por meio do apoio das secretarias de educação de cada município, bem como da contratação de profissionais qualificados, a fim de reverter barreiras sobre o tema e atingir um público maior. Estado