O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 19/06/2020
Nas circunstâncias mundiais atuais, a pandemia do novo coronavírus mudou completamente tudo e nos fez se adaptar as novas rotinas e cuidados. Interferindo na economia e na saúde, como também na educação dos jovens. Assim, entrando em questão o tema ao acesso à internet no Brasil, se tornando uma preocupação pela falta de condição de muitos brasileiros, principalmente aqueles que estão usando como alternativa de estudo a educação a distância (EaD).
Segundo os dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), 30% das residências no Brasil não possuem acesso à internet. O EaD está sendo utilizado como um caminho alternativo nas escolas, faculdades e cursos para não ser declarado um “ano perdido” e manter o foco. Entretanto, os que mais sofrem com esse método são os alunos de escola pública, que em uma parte, não possuem condições de se beneficiar de um wi-fi, celular, notebook, entre outros. Consigo traz à tona a desigualdade, na qual em um concurso, obviamente jovens que tem maior privilégio contém maior vantagem.
Em um país onde se encontra precariedade no sistema de saneamento básico, falta de moradia adequada, hospitais inadequados, torna-se difícil prestar total prioridade a disponibilidade de um acesso à internet. Muitas famílias brasileiras passam necessidades, não tendo condições de garantir esses privilégios aos seus filhos ou a si mesmo, a acarretando em muitos problemas. Um exemplo bem atual seria o auxílio emergencial, na qual é necessário a utilização da internet e de um aparelho para que possa obtê-lo. Em muitas entrevistas televisionadas, era possível ver quantidade de pessoas que necessitavam daquele dinheiro para sobreviver e a dificuldade que encontraram por não conter as devidas ferramentas necessárias para receber o auxílio.
Em suma, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações com ajuda do Governo Federal em prol da população desvalorizada, estabelecer ponto de wi-fi em parques, praças e centros urbanos, e espaços fechados destinados a estudos, com objetivos de auxiliar aquelas que necessitam de tal acesso. Com isso, diminuiria a desigualdade entre os estudantes por oferecer uma maior abrangência no ensino e ofereceria melhores requisitos para a sociedade, como na inscrição de projetos on-line ou notícias sociais publicadas em sites.