O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 18/06/2020

A Quarta Revolução Industrial permitiu a espécie humana se comunicar e enxergar o planeta de outras formas; com o advento da internet, o acesso da civilização às informações tornou-se significativamente mais rápido e fácil. Porém, no Brasil, ainda hoje boa parte da população não tem possibilidade usar o “cyberspace”. Dessa forma, a questão do acesso à internet no país é discutida devido: ao desenvolvimento nacional e às propostas de Educação à Distância (EaD).

Primeiramente, segundo o pedagogo Paulo Freire: a educação não muda o mundo, a educação muda as pessoas, estas mudam o mundo. Nessa lógica, associa-se ao Brasil a necessidade de investir em educação para manutenção do desenvolvimento social e econômico; com isso, é necessário destacar a relevância do acesso à internet como ferramenta à sofisticação e à maior qualidade da educação. Entretanto, no Brasil, pouco se é investido nesse quesito, o que torna mais difícil a formulação de padrões educacionais que desfrutem da internet e associados tecnológicos em classe.

Outrossim, em 2020, com a quarentena devido à rápida propagação do Covid-19, muito se é discutido no parlamento brasileiro a adoção da EaD para que o ano letivo dos alunos não seja afetado. Contudo, o país não têm condições para que haja justiça na adoção do projeto, uma vez que muito brasileiros não têm acesso à internet para assistir às aulas, consultar material e tirar dúvidas. A prova disso, é que de acordo com o portal de notícias G1, quase 40% dos alunos de escolas públicas não têm computador ou tablet em casa. Dessa forma, a única coisa que seria possível com a vetação da proposta seria a escancaração ainda maior da desigualdade social presente no país.

Em suma, para reolver as questões do acesso à internet no Brasil, o Ministério da Educação deve assegurar que todas as escolas públicas do país tenham material tecnológico suficiente e adequado ao

uso em salas de aula, por meio de investimentos maiores do PIB à educação, a fazer parcerias com os governos estaduais para melhor distribuição do recurso, a fim de melhorar a qualidade do ensino da educação nacional. Além disso, a imprensa e mídias digitais precisam deixar bem claro aos deputados que a EaD do ano letivo não é uma boa alternativa para cuidar da educação da população, muito pelo contrário ela exclui ainda mais quem é pobre, deve ser feito por meio da imprensa na liberação de dados e a pressão feita pelo jovens na redes sociais, assim a divulgação da desigualdade relacionada à pobreza e ao acesso limitado da população à internet toma dimensões que possam ser motivar a população melhorias nos setores.