O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 18/06/2020
Para o inventor tecnológico Steve Jobs, “a tecnologia move o mundo”. Tal citação, se encontra presente na sociedade atual, onde quase tudo é movido pela internet. Embora haja um constante crescimento do número de pessoas conectadas a este meio, ainda são muitas as que não possuem condições para tirar proveito deste. O Brasil não é diferente, visto que, a desigualdade social é ainda muito acentuada. Logo, com a chegada do isolamento social, por exemplo, evidenciou-se a exclusão de grupos menos favorecidos à plataformas de ensino, já que não há um acesso democrático, como também, o preço abusivo de serviços de conexões juntamente com a falta de estrutura para tal.
Assim que houve a pandemia de Coronavirus, o Brasil sentiu a necessidade do isolamento social, o que mudou radicalmente o cotidiano das pessoas, de modo que novas medidas tiveram que ser adotadas, como o ensino a distância. Entretanto, o plano perfeito não passou de teoria. Na prática, muitas pessoas não foram devidamente assistidas, de forma que acabassem sendo excluidas desse plano. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínuos, um a cada quatro brasileiros não possui acesso a Internet. Essa quantidade fica ainda mais alarmente quando se leva em consideração a quantidade de habitantes. Esse fato, aumenta mais ainda a relação de desigualdade social do país, pois, aqueles que detém uma condição financeira considerável, irão sair na frente por possuir todas as ferramentas necessárias.
À medida que o tempo passou, a internet foi sendo cada vez mais inserida na sociedade. Todavia, apesar da ideia de a tornar mais acessível para todos, o que se viu foi exatamente o contrário. A pesquisadora econômica Samy Dana, mostrou em sua recente pesquisa que o preço da conexão de banda larga no Brasil é a segunda mais cara do mundo. E, além disso, apesar do seu preço excessivo, a qualidade ofertada é muito inferior quando comparada a outros paises. Outra questão que dificulta a democratização do ensino de qualidade a distância é a falta de estrutura das instituições de ensino gerada pela escassez de investimento governamental. O ministério da educação Abraham Weintraub alerta que houve um corte de um quarto do investimento inicialmente realizado.
A fim de solucionar os problemas em pauta, o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Economia deverão realizar propostas com as empresas de internet de forma que gere o barateamento do serviço ofertado pelas mesmas. Além disso, novas plataformas de qualidade devem ser desenvolvidas. Para isso, o governo terá que contratar especialistas na área que trabalharão juntamente com os educadores, visando sempre uma melhor qualidade de ensino,. A deia poderá ser divulgada nas redes sociais e televisão, visto que, são os meios mais influentes entre os estudantes.