O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 15/06/2020
Nos últimos anos, a sociedade tem refletido acerca da falta de acesso à internet em questão no Brasil. Entretanto, nota-se que essa problemática tem sido causada pela omissão do Estado e da população, já que 42% das casas com ensino básico em escola pública não possuem computadores, segundo o jornal “O Globo”, revelando, assim, a negligência Estatal. Nesse contexto, cabe analisar os aspectos que envolvem a desigualdade social e a escassez da estrutura tecnológica no ambiente escolar.
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal de Direitos Humanos(DUDH) garante o bem-estar de todos os indivíduos. Contudo, ao recorrer a esse órgão, constata-se uma ruptura na prática desse privilégio, visto que a falta de acesso à internet para os marginalizados no âmbito brasileiro, inibe a capacidade do estudante para acessar e compreender os conteúdos depositados ao EAD (educação à distância), promovido pelo governo. Sendo assim, pontua-se que a desigualdade social foi traçada pela meritocracia, proveniente da “web”, a qual irá beneficiar a elite, e fissurar benefícios básicos, como à educação.
Além disso, compreende-se que a escassez da estrutura tecnológica nas instituições é de caráter Estatal. Isso porque, ao recorrer aos estudos do filósofo Mário Sergio Cortella, o qual pontua a mídia como corpo docente, vê-se que a terceirização da educação tem sido fissurada pela falta de acesso à internet. Desse modo, há uma deficiência no processo de formação dos docentes, visto que essas lacunas tecnológicas influenciam na capacidade de transmissão do conhecimento para os discentes, devido a ausência de recursos. Desta forma, é possível ressaltar o aumento do índice de exclusão social.
Cabe, afinal, admitir que a falta de acesso à internet deve ser superada. Para isso, é necessário exigir do Estado, mediante debates em organizações governamentais, a resolução da problemática acerca da ruptura dos direitos básicos fornecidos aos indivíduos, o qual tem sido negado aos marginalizados, com o intuito de abrangi toda a coletividade. Além disso, deve haver o empoderamento dos docentes, por meio palestras e oficinas educativas, para que haja a capacitação e preenchimento das lacunas causadas pelas fissuras oriundas do processo de formação, objetivando garantir uma educação de qualidade. Desse modo, é possível concluir que a DUDH, garantirá a prática de seus benefícios.