O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 19/06/2020

Com o advento do surgimento da internet na década de 80, um grande avanço na forma de comunicação foi ocasionado. No entanto, o Brasil ainda contrasta com impasses na democratização do acesso à internet, sendo necessário debater sobre o alto preço cobrado em planos e a falta de recursos em determinadas regiões.

A priori, segundo dado do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) o Brasil é o 7º país mais desigual do mundo. Com isso, por ser detentora de um baixo salário que é destinado com prioridade a alimentação e garantia de bem-estar, a classe baixa e média brasileira enfrenta desafios diante do alto custo na compra e instalação de internet. Dessa forma, a disparidade é ainda mais acirrada e atua intensificando a desinformação desse povo, contribuindo para alienação.

Em segunda análise, uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que aproximadamente 30% da população brasileira não tem acesso à internet. Logo, grande parte desse número explica-se pela localização, tendo em vista que no campo rural a disponibilização para o serviço de internet é praticamente inexistente, ou seja, por mais que o indivíduo tenha a renda, o território não permite a chegada do sinal. Desse modo, o público local torna-se excluído socialmente, sendo isento desse avanço tecnológico.

Portanto, baseado nas dificuldades na democratização do acesso à internet, é necessário que o Ministério das Comunicações com o papel de regulamentação, possa desenvolver um projeto com intuito de ampliar o acesso à rede de uma forma que a população seja atingida de forma igualitária, como a ligação de um sinal grátis (wifi) em pontos específicos da cidade em que os indivíduos possam usufruir do acesso. Ademais, seria iniciado um processo de desenvolvimento tecnológico para as áreas rurais com foco em expandir o sinal até esses locais, para que assim, com acessibilidade e sem custo alto, a internet chegue à todos.