O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 13/06/2020
A Revolução Técnico-Científica proporcionou uma grande evolução tecnológica para a sociedade, entretanto, os seus benefícios não são usufruídos por todos, principalmente, no que se refere ao acesso à internet no Brasil. Como resultado, programas de ensino a distância (EaD) não conseguem alcançar a população integralmente, ocasionando a ampliação de desigualdades sociais. Nesse sentido, é importante a implementação de conexões públicas e a disponibilização de tecnologias que permitam essa obtenção de uma educação de qualidade.
Primeiramente, cabe a análise da relação entre educação, internet e desigualdades sociais. Segundo o sociólogo Florestan Fernandes, em seu livro “O Desafio Educacional”, uma das prioridades da educação é a de incluir os oprimidos e excluídos nas malhas de rede escolar. No entanto, sem o acesso à internet, o conhecimento e as videoaulas de EaD não conseguem alcançar toda a população, como já exposto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, ao mostrar que cerca de 46 milhões de brasileiros não tinham comunicação com o mundo virtual. Em virtude disso, o ambiente acadêmico não abrange todos de maneira igual no processo de aprendizado, ampliando desigualdades que deveriam ser corrigidas pela própria educação.
A fim de que essa disparidade seja diminuída, é fundamental que políticas públicas sejam criadas. De acordo com a Lei 12.527, o Estado deve promover o acesso à informação, assim, ele deve agir por meio de órgãos gestores do meio educacional, estes vão estipular programas suplementares que selecionarão os indivíduos que necessitam de apoio para serem inclusos na rede virtual. Tal auxílio virá por intermédio de disponibilização de conexões de internet e tecnologias para o acesso à educação online. Dessa forma, será possível estabelecer um caminho para garantir a ingressão no ambiente cibernético e escolar.
Portanto, o Ministério da Educação deve, como dito anteriormente, direcionar verbas para a criação de programas auxiliares que atuarão sobre indivíduos sem acesso à internet. Isso deve ser feito mediante uma pesquisa socioeconômica que selecione aqueles que não têm as condições necessárias para usufruir de aulas online. Em seguida, as bolsas oferecidas devem proporcionar o ingresso ao meio virtual com conexões de internet e equipamentos tecnológicos. Além disso, é necessário que o Governo Municipal determine um planejamento urbano que promova a ampliação das conexões de rede para as áreas mais carentes, desse modo, haverá uma maior quantidade de pessoas que poderão usufruir do meio digital e os problemas de acesso diminuirão.