O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 17/06/2020

Segundo o Marco Civil da Internet, toda a nação tem direito de acessar a internet. Dessa forma, o consumo assegurado é necessário, no Brasil, por causa do vasto conteúdo contido e da rápida resposta, porém, não é algo democrático, uma vez que a ferramenta não está presente em todas as casas do país.

Em primeiro plano, sob ótica teórica da pensadora Clarice Lispector, cidadãos “sonsos essenciais ao sistema” são aqueles que não obtém um conhecimento eficiente, e desse modo, comprometem o senso crítico. Nesse sentido, no Brasil, o acesso à Internet se torna necessário, no momento em que o indivíduo compreende uma falha educacional, já que existem diversas plataformas que, após pesquisa, exibem um vasto conteúdo sobre determinado assunto, instantaneamente. Nesse contexto, quando a população busca pelo saber, de forma digital, ela vai de encontro com a teoria de Clarice.

Em segundo plano, mesmo com sua grande importância e utilidade, o acesso à Internet ainda não é uma realidade de toda população brasileira, isso porque aproximadamente 63,5 milhões de residentes no país não têm como se conectar. Nesse aspecto, o Brasil, mais uma vez, segrega sua população e priva parte dela de seu direito. Logo, o cidadão que não faz uso dessa ferramenta tem uma dificuldade maior que os outros, pois não contam com a mesma eficiência na obtenção de informação, já que sua realidade, muitas vezes, não permite que o preço exigido por uma empresa do ramo seja pago.

Portanto, para que o acesso à internet se torne democrático no Brasil, cabe ao Poder Legislativo exigir das grandes empresas do ramo a criação do programa “Conectando Você”, disponibilizando esse recurso de forma gratuita. Desse modo, a população com pouca condição financeira iria na empresa mais próxima de sua residência preencher um formulário, colocando seus dados, comprovante de renda e o endereço de sua casa, assim, o profissional saberia onde instalar o equipamento.