O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 18/06/2020

Em meados dos anos 90, a internet se expandiu por boa parte dos continentes e chegou ao Brasil com a proposta de ampliar o canal de diálogo entre pessoas cuja distância era um fator prejudicial. No entanto, desde o início da expansão tecnológica ocorreram diferenças entre as classes sociais que conseguiram ter o acesso à internet, isso porque a ferramenta apesar de ser desenvolvida para um todo, encontrou desafios como à falta de democracia aplicada ao seu uso além de, infelizmente, ser um custo a mais para a parcela mais prejudicada economicamente.

Não é de hoje que os brasileiros enfrentam um cenário econômico que traz a constante necessidade de corte de gastos quando o assunto não é alimentação e saúde, isso se fundamenta principalmente ao número de brasileiros com passagem pelo SPC ou SERASA. Porém, é crescente o número de pessoas que utilizam smartphones e computadores para se conectar à internet, o que consequentemente traz à tona uma particularidade que é o fato de que ainda resta 20,1% de pessoas sem acesso à internet ou redes móveis de acordo com o IBGE em 2019. Assim, um dos efeitos mais negativos que tal dado deixa evidente é a falta de democracia aplicada à sociedade quando o assunto se trata de acesso contínuo a ferramenta da globalização, deixando assim, explícito a falta de apoio governamental para a resolução do problema, já que deveria ser uma das pautas do Ministério da Educação e das Comunicações associado ao de Ciência e Tecnologias.

No entanto, outro pilar que sustenta a má distribuição de acesso à internet por parcela da população é o fato de que existem municípios que por serem distante das capitais acabam ficando negligenciados, desaguando dessa forma em hábitos retrógrados como a falta de interesse em aprender a se conectar ou até mesmo a escassez de vontade de se adequar à realidade da globalização. Assim, vem à tona o conceito de Hanna Arendt, em que com o termo de “banalização do mau” compreende que alguns costumes acabam sendo reproduzidos por falta de interesse, gerando assim, um efeito maléfico em cadeia que desagua nas taxas de distanciamento da população em relação à internet além de claro, ter a questão ainda econômica.

Para que o acesso à internet seja mais amplo no Brasil, é fundamental que os Ministérios da Educação, Comunicação e da Tecnologia desenvolva pautas que ampliem o acesso da ferramenta por meio de acordos com as redes privadas de comunicação para reduzir os custos as classes mais baixas. E ainda, a Mídia, configurada como Corpo Docente por Mário Sérgio Cortella, traga à tona publicidades que explicitem como utilizar as redes móveis no celular como forma de ensinar de maneira didática as funcionalidades do celular e os beneficios que a internet trouxe como meio de revolução global.