O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 18/06/2020

Na era da globalização, a velocidade da informação e das tecnologias coloca o mundo em constante transformação. A necessidade de agilidade na comunicação vem desde a década de 60, na Guerra Fria, com a criação da ARPANET, considerada “mãe” da internet, seu objetivo era transmitir dados entre bases militares. Nesse processo histórico, na década de 90 já tínhamos computadores com acesso à internet, mas sua popularização se deu em 2007 com a criação do “smartphone”, pelo empresário Steve Jobs. Desde então, o mundo já não foi o mesmo, houve uma revolução de como as informações seriam transmitidas. Segundo Euclides da Cunha, no livro Os Sertões, no Brasil existem dois Brasis, um do interior e um do litoral, percebe-se nesses Brasis um com acesso à internet e o outro sem acesso, portanto fadado à falta de informação. Essa popularização é benéfica em muitos aspectos para nossa sociedade, como no ramo empresário, da educação e do mercado de trabalho.

De início, várias regiões do nosso país como áreas rurais, interiores dos estados e pequenos povoados não tem contato com a rede mundial de computadores ou esse contato é precário e de péssima qualidade. Outro aspecto que devemos levar em consideração, é o alto custo desse serviço, muitas famílias não conseguem arcar com mais uma despesa com o pouco que ganham. Um reflexo disso, são milhares de brasileiros sem acesso à internet, onde por exemplo, em países desenvolvidos menos de 10% da população não tem acesso à rede.

Vale ressaltar ainda, que a internet pode aumentar o desenvolvimento na educação, na economia, no mercado de trabalho e em outros seguimentos. Na educação brasileira, faculdades já adotam o sistema do ensino à distância, em lugares que não tem estrutura de centros universitários, além de otimizar o tempo de locomoção dos estudantes. Isso ainda não é uma realidade para os alunos do ensino fundamental e médio, pois esses precisam desenvolver disciplina e autonomia pedagógica.

Portanto, para diminuir a diferença desses dois Brasis, o governo em parceria com empresas de telecomunicações, podem ampliar para áreas onde o serviço não chega e melhorar onde é deficitário e reduzir o custo para famílias com renda mínima. Outro ponto positivo, é implantar redes públicas de livre acesso à internet para população e escolas públicas. Ainda, de forma gradual pode ser inserida na educação aulas remotas para desenvolver nas crianças e jovens habilidades que desenvolvam a autonomia.