O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 13/06/2020

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), todos são iguais e dignos de possuírem todos os direitos. Todavia, no que tange o acesso a internet, essa igualdade não é evidenciada na realidade Brasileira. Isto é, o acesso a rede não é estendido a toda a nação. Isso ocorre mediante ao fato da prevalência da desigualdade social no País e os altos custos que envolvem o acesso a internet.

Em primeira análise, a desigualdade social presente no Brasil é um dos principais fatores que preconiza a falta de acesso à internet por parte significativa da população brasileira. A respeito disso, o geógrafo Milton Santos desenvolve a ideia de que “no Brasil existem dois Brasis, um rico e um pobre”. Nessa lógica, a parte mais abastada dos cidadãos tem contato com essa rede de comunicação enquanto a massa pobre da população, em sua maioria, não consegue arcar com os custos para usufruir desse sistema de comunicação. Por consequência dessa disparidade econômica, infelizmente parcela significativa da população é excluída digitalmente e, devido a isso, marginalizada até socialmente.

Além disso, os altos custos que envolvem a aquisição do equipamento necessário para o acesso de qualidade à internet dificultam ainda mais a inclusão da parcela excluída da população. Essa realidade é demonstrada a partir do momento que o poder de compra do salário mínimo é equiparado ao número de cestas básicas que aquele valor pode adquirir. Ou seja, o valor desse soldo é direcionado a alimentação, dificilmente abarcando outras áreas da vida, o que, somado à realidade dos altos custos dos equipamentos eletrônicos, torna praticamente impossível a aquisição desses produtos. Por conta disso, o acesso à internet torna-se desigual na população.

Portando, com o objetivo de sanar as questões levantadas pelo acesso a internet no Brasil, é necessário que o Governo Federal invista em planos econômicas, por meio de incentivos fiscais para empresários de multinacionais, com o objetivo de valorizar a distribuição das potências econômicas por toda a extensão do território brasileiro, diminuindo, assim, a desigualdade social. Somado a isso, o Governo Federal deve diminuir as taxas alfandegárias, através da redução dos impostos recaídos sobre os materiais tecnológicos, com a finalidade de baratear o custo desses produtos. Dessa forma, o valor desses utensílios serão barateados e torna-se-ão mais acessíveis para a população. Assim, a igualdade  para todos estará além do papel da DUDH e será aplicada na realidade brasileira.