O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 19/06/2020

Em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi promulgada, garantindo assim a todos os indivíduos o direito ao Eixo Social, ou seja, a igualdade ao acesso à internet. Conquanto, esta acessibilidade, ainda em questão no Brasil, impossibilita que boa parte da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, a desigualdade social e o descaso governamental são os principais impasses para a sociedade brasileira no quesito aqui abordado.

A priori, deve-se entender que a partir da Segunda Guerra Mundial, seguida pela Guerra Fria, houve um forte investimento nas áreas tecnológicas e bélicas. Contudo, mesmo com esse grande avanço da humanidade, várias populações foram excluídas e impossibilitadas de atingir igualdade informacional vinda do novo mundo que surgia no fim do século XX, inclusive o Brasil. Diante disso, observa-se que mesmo havendo tecnologia e internet, existe uma desigualdade em relação a outros países e dentro do próprio território brasiliano, fazendo com que muitos não consigam nem se quer a possibilidade do acesso. Sendo assim, com essa falta presente desde o nascimento, muitos brasilianos tem dificuldades na escola e, em seguida, no ambiente de trabalho, além de diminuir a possibilidade de resolver problemas envolvendo a si.

Ademais, observa-se que a atuação de grande parte dos políticos brasileiros quando se trata do sistema informacional tem como objetivo o benefício pessoal. Tal dado é destacado pelo site Mundo Educação, no qual informa que EaD (Ensino a Distância) na educação pública ignora que 42% das casas não tem computador, demonstrando que o governo, antes de realizar seus projetos, não se importa com a população ou com suas necessidades. Sendo assim, em vez de ideias que possam beneficiar o território brasiliense a realizar a propagação da internet, decidem por em prática métodos que não exigem gastos fundamentais e nem são eficientes, aumentando dessa forma a desigualdade social já existente.

Em suma, o acesso à internet em questão no Brasil se deve as desigualdades e ao descaso dos governantes. Desse modo, é dever do Governo Federal promover a igualdade informacional entre as pessoas, por meio de linhas de internet gratuitas em ambientes públicos, como mercados, praças, shoppings, com o objetivo de diminuir a exclusão social, assim se caminharia para um mundo mais igualitário. Além disso, compete a Secretaria da Segurança Pública, com ajuda da Polícia Federal, fiscalizar o fluxo de dinheiro público para destiná-lo ao acesso mais fácil dos meios digitais, por meio da criação de um portal da transparência e divulgação de dados para o setor público, objetivando clareza e real investimento nessa área, assim políticos não beneficiariam a si mesmos.