O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 30/06/2020

De acordo com o artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os seres humanos têm direito à receber e transmitir informações e ideias, por quaisquer meios e independentemente de fronteiras. Nessa perspectiva, o acesso à “internet” no Brasil também é considerado um direito obrigatório para todos, porém, na realidade, existe um vão que separa as pessoas que têm e as que não. Isso se deve ao fato de que, uma grande parcela das famílias não possuem condições financeiras para contratar um serviço de provedor e algumas outras, sequer têm aparelhos para acessar à rede.

Primordialmente, é evidente que a “internet” no Brasil tem se tornado uma ferramenta mais requisitada devido aos problemas decorrentes do novo Corona Vírus e o isolamento social. A questão é que no momento em que as pessoas precisam ficar em casa, o uso da “net” - principalmente para ensino escolar à distância - torna-se crucial. Sob essa ótica, em uma pesquisa divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, 33% das famílias brasileiras de áreas mais humildes não dispõem de internet. Esse número aumenta quando a pesquisa vai para o âmbito escolar rural no qual, 43% das escolas públicas não têm sequer acesso à rede mundial de computadores. Desse modo, fica claro que, a acessibilidade em questão é separada por um grande abismo social e econômico e que essa desigualdade tende a crescer enquanto as autoridades não tomarem providências inclusivas.

Por conseguinte, é claro para todos que para acessar à rede, é preciso de algum aparelho tecnológico (seja celular, “tablet” ou um computador) que suporte o uso do meio, para que assim, a ponte de acesso seja concluída. Diante disso, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano de 2019, mostrou que 23% da população brasileira acima de 10 anos, não possui acesso algum à aparelhos eletrônicos. Esse dado expõe uma realidade preocupante de pessoas de baixa renda no país pois, a tecnologia é uma forma de inclusão e incidente em países em ascensão social e econômica. Por isso, é visível que a falta do apoio tecnológico é mais um problema que cerca classes sociais menos privilegiadas no Brasil e graças a isso, a juventude que faz parte desse nicho, cresce banhada com essas desigualdades.

Destarte, para que o acesso à internet em questão no Brasil tenha um resolutiva, é preciso da união do Governo Federal, juntamente com a Agência Nacional de Autorregulação da Internet e empresas de tecnologias. Para que, dessa adesão, seja promovida ações e debates igualitários e inclusivos que planejem apoiar classes mais baixas do Brasil, de forma a levar aos mesmos o mundo da rede e seus meios tecnológicos. A fim de que, as pessoas de baixa renda tenham acesso a formas diversificadas de enxergar o mundo e para que os jovens tenham acessibilidade a outras pontes educativas.