O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 19/06/2020
A internet foi criada no final dos anos 60, e popularizou-se nos anos 90 e 2000. Desde então, tem revolucionado nossa forma de interagir e de buscar informações. Dessa forma, nota-se uma grande influencia sua na educação e cidadania brasileira.
Em primeira análise, considera-se a importância do acesso à internet para a formação educativa brasileira. Nessa perspectiva, segundo Nelson Mandela, vencedor do Nobel da Paz, a educação é fundamental para mudar o mundo, ou seja, sem ela, sem a consciência crítica que é capaz de formar, grandes mudanças não ocorrem. A fim de garantir esse aprendizado, a “web” se mostra muito útil: ela agiliza e facilita a busca por informação, estimulando assim o usuário a pesquisar cada vez mais, e adquirir prazer em estudar com o tempo. Todavia, infelizmente, grande parte da população não tem aparelhos que permitam navegar nesse “mar de conhecimento”. Tal fato pode ser observado no dado da Pesquisa TIC Domicílios: 42% dos lares não possuem sequer um computador.
Somado a isso, em segunda análise, nota-se a relevância do acesso à internet para o desenvolvimento da cidadania no Brasil. Nesse sentido, segundo o filósofo grego Aristóteles, cidadão é aquele que participa ativamente da execução e elaboração das leis, ou seja, é alguém que acompanha as decisões políticas nacionais. Para isso, não há meio melhor que a “web”, visto que por ela pode-se acessar sites como o da câmara dos deputados, que contêm dados importantes, entre eles, projetos de leis; além disso, as notícias chegam mais rapidamente nas plataformas virtuais. Entretanto, lamentavelmente, uma considerável parcela da sociedade não têm como se conectar a essa cidadania facilitada, o que contraria o Marco Civil da Internet, que garante o direito de acessá-la e de participar da condução dos assuntos públicos.
Tendo em vista o acesso desigual à internet no Brasil, é necessário que o governo, em parceria com empresas privadas de telefonia, invista em internet pública e gratuita em praças e escolas, com o objetivo de democratizar o acesso a elas. Nessa perspectiva, a escolha dos locais deverá ser feita com base nos locais mais solicitados pela sociedade civil, e tal solicitação ocorrerá por meio de um aplicativo criado pelo próprio governo. Dessa forma