O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 18/06/2020

A internet surgiu nos Estados Unidos durante a Guerra Fria, inicialmente com o intuito de ser usada para fins militares, econômicos e científicos. Entretanto, o ciberespaço revolucionou os meios de comunicação e as relações interpessoais. Contudo, o grande impasse disso é que a web se tornou um agravante das desigualdades sociais, no Brasil, e isso ocorre devido à falta de democratização ao acesso às tecnologias e por causa da escassez de inclusão digital no país.

Em primeira análise, a Organização das Nações Unidas incluiu o acesso à internet como um direito humano, a ser assegurado pelo governo. Porquanto, o meio digital apresentou uma nova concepção da comunicação, aumentou a disponibilidade de informações e além disso, proporciona lazer e entretenimento para as pessoas. Todavia, segundo a Fundação Getúlio Vargas, apenas 51,2% da população têm acesso à internet, computador em casa, telefone fixo ou celular. Dessa maneira, é notável a desigualdade social agravada por esse fator, visto que, segundo análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Enquanto mais de 90% das pessoas nas classes A e B são usuárias de internet, nas classes D e E apenas 42% estão conectados.

Em segunda análise, de acordo com Joseph Krutch, “A tecnologia tornou possível a existência de grandes populações. Grandes populações agora tornam a tecnologia indispensável.” Seguindo esse raciocínio, percebe-se que a esfera social hodierna, vive sobre uma sociedade na qual maior parte de seu funcionamento requer a aplicação de um meio tecnológico. No entanto, conforme pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 46 milhões de brasileiros não tem acesso à internet. Ademais, não basta apenas dar acesso à rede para a população, é necessário também a infoinclusão e a instrução das pessoas de como usar os aparelhos teológicos e o mundo digital, pois, um indivíduo incluído digitalmente é aquele que usa desse suporte para melhorar as suas condições de vida e para que a inclusão digital aconteça, é preciso três instrumentos básicos: computador, acesso à internet e domínio dessas ferramentas.

Portanto, é irrefutável o comprometimento do Ministério da Educação e do Ministério da Economia. Então, devem criar políticas públicas que responsabilizam o estado por promover serviços básicos e essenciais para população, ou seja, um conjunto de assistências sociais, por meio da implantação do “Welfare state” e da implementação da matéria de inclusão digital, nas escolas da rede de ensino pública, para ensinar os estudantes a utilizar a internet, computadores e ferramentas de pesquisa, como o Google, a fim de alcançar a democratização do acesso às tecnologias da informação e da comunicação, assim, diminuindo as disparidades sociais no meio tecnológico.