O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 15/06/2020

No livro “Quincas Borba”, de Machado de Assis, é citado a “teoria do humanitismo” que consiste em uma seleção na qual o prêmio é dado apenas para os privilegiados. Nessa perspectiva, no Brasil ocorre o mesmo cenário a respeito de acercamento digital, entre as distintas classes sociais, a minoria enfrenta desafios como a desigualdade instrumental e de infraestrutura tecnológica.

Primeiramente, o acesso dos dados móveis só é possível com os aparelhos capazes de acessá-los, significa que sua ausência priva os cidadãos incapazes financeiramente, de comprar um “smarthphone” ou computador, de adquirirem informações e comunicações. Segundo a Organização das Nações Unidas, em 2014, afirmou que “o acesso à internet é direito humano do século XXI”. De fato, todos  têm a permissão de possuir contato com as redes  virtuais, também deve usar como auxílio cotidiano e assim agir com plena cidadania. Então, consequentemente haverá maior facilidade de disseminação educativa e comunicativa, tendo o resultado próspero de integração de indivíduos na sociedade moderna.

Ademais, o uso de “Wi-Fi” em domicílio é uma realidade inacessível em algumas famílias do país; essa ferramenta é de grande importância para aumentar o alcance de conexão da população. De acordo com o Portal G1, em 2018, as classes sociais D e E possui 40% de contato com a internet. Dessa maneira, isso prova que a pobreza é o principal obstáculo de unificar uma população cada vez mais conectada, pela veracidade de não conseguirem pagar quaisquer serviços de empresas especializadas. Além disso, acarreta a exclusão digital avassaladora acentuando a divergência de contato “online” com oportunidades de intuito globalizado como exemplo as compras, pesquisas acadêmicas e entretenimento.

Em síntese, é inegável que o acesso à internet no Brasil deve ser democratizado e possui enorme importância na Idade Contemporânea. Contudo, o Ministério da Educação deve desenvolver um projeto de introduzir aparelhos eletrônicos-capazes de conectar com a internet- comprados pela verba federal, nas escolas públicas estaduais de ensino fundamental II e médio; a fim de interação no uso de tecnologia em ambientes educativos e para as famílias dos estudantes poderem ter contato com as redes móveis. Idem, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações-com os apoio de governadores estaduais- criar planos de subsídios para pôr redes públicas de “Wi-Fi” em cidades mais carentes, por meio da autorização das prefeituras locais, em que é mais raro o uso de tecnologias entre os habitantes; com o propósito de alcançar aqueles que não têm como contratar serviços de banda larga e ampliar a comunicação.