O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 22/06/2020

A Terceira Revolução Industrial possibilitou o avanço acelerado dos processos tecnológicos, como o acesso à internet e os meios de comunicação ao redor do mundo, dando origem à globalização e a sua propagação. Entretanto, nota-se que tal processo, desde seus primórdios, ficou concentrado nas classes de maior renda, deixando explícito a desigualdade social muito presente na sociedade atual. Dito isto, é de extrema relevância a mobilização do governo para garantir a inclusão digital para todos, visto que essa é imprescindível para o desenvolvimento nacional, principalmente na educação a distância e o lazer.

A priori, vale ressaltar a precariedade frente à distribuição da internet no Brasil. Segundo um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em quatro pessoas no país não possuem internet dentro de suas casas e, ainda mais, 42% dos domicílios não tem computadores. Assim, com a atual pandemia do Covid-19, tornou-se necessário recorrer ao ensino a distância e, diante de tais dados, evidencia-se que boa parte da população não tem esse privilégio. Consequentemente, essa maioria acaba sendo diretamente prejudicada em relação aos processos seletivos de ensino superior, como o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), comprometendo o futuro de muitos.

Por outro lado, é notório que esses problemas fazem com que ocorra não só a exclusão digital, como a social também, já que a internet pode proporcionar uma agregação cultural e também proporcionar fontes de entretenimento e lazer à população. Ademais, a indisponibilidade de tal tecnologia onde as pessoas podem se informar diante dos acontecimentos mundiais, acaba possibilitando que as pessoas não tornem-se completamente alienadas. Desse modo, a divisão desfavorável da internet acaba afetando diversos setores do país.

Em suma, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTIC) deve garantir a disponibilização dos meios para todos. Em primeiro lugar, é necessário a criação de um projeto, a fim de baratear e proporcionar o acesso à rede, com ênfase aos locais de baixa renda, por meio de investimentos dentro do setor, além de distribuir computadores emprestados para os alunos que comprovem que não possuem as condições de possuirem um. Isto exposto, será possível garantir a democratização do acesso à internet para todos, e, principalmente, da educação e lazer diante da situação crítica atual.