O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 15/06/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - assegura a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. No entanto, a ausência de investimentos governamentais no que tange à democratização do acesso à internet e a má influência midiática  impede que todos os indivíduos usufruam desse bem-estar social.

Convém ressaltar, a princípio, que a falta de investimentos governamentais é um fator determinante para persistência do problema. Nesse sentido, segundo Rousseau, na obra " Contrato Social", cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o bem-estar social do cidadão. Entretanto, a  ausência de investimentos governamentais no que tange a democratização da internet rompe com as defesas do filósofo iluminista, uma vez que a internet torna-se cada vez mais essencial na vida do cidadão moderno e mesmo assim não se torna um bem democratizado no Brasil.

Além disso, outro obstáculo é a má influência midiática sobre essa problemática. Segundo o sociólogo Pierre Bourdie, o papel da mídia é ser instrumento de democratização e disseminador de informação. Entretanto, tal papel não é exercido, tendo em vista a silenciação dos veículos de comunicação em massa sobre a importância do acesso à internet como um direito para todos os membros da sociedade. Como consequência, uma parcela da população não compreende a importância da internet na sociedade contemporânea.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Tecnologia deve propor a criação de pontos de acesso gratuito à internet em todo país e a criação de canais nos veículos de comunicação em massa voltados para a importância do papel da internet na sociedade moderna, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Espera-se, com essas medidas, a construção de uma sociedade mais igualitária no que tange o acesso à internet no Brasil.