O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 16/06/2020
A guerra fria teve um papel importante para o desenvolvimento tecnológico, o que possibilitou a criação da internet, e logo, os acessos a ela expandiu rapidamente pelo o mundo todo. Entretanto, infelizmente, não difundiu-se de forma igualitária na sociedade brasileira, pois mesmo que grande parte da população possua esses recursos, ainda há uma minoria esquecida que não possuem aparelhos tecnológicos e nem recursos necessários para ao acesso à internet.
Deve-se destacar, de início que a primeira transmissão foi feita em 1969 no auge da guerra, que deu origem à internet que conhecemos hoje. No entanto, mesmo com toda evolução ao decorrer dos anos, na rede mundial de computadores que tem como objetivo interligar com o propósito de servir progressivamente usuários no mundo inteiro, não significa claramente que toda as pessoas navegue na web. Ou melhor, apesar de ser uma fonte para todos, nem todo mundo tem como obter acesso, isso se deve ao fato de que ainda há camadas de baixa renda que não possuem um computador ou qualquer aparelho tecnológico que possibilize o alcance à internet. Além disso, tanto aparelhos como o próprio wi-fi em domicílio, se tornam caros para essas pessoas manterem, isso acaba os desfavorecendo por causa da atribuição dos valores altos a esses recursos, o que contribuem para que ainda haja pessoas não conectadas a esses meios nos dias atuais.
Com isso, vale ressaltar como a diferença de renda na população brasileira, dificulta ainda mais o alcance de pessoas no meios de comunicações, como retratado pela “Sociedade Espetáculo” de Guy Debord, em que é mostrada uma falsa realidade vista pela sociedade. Do mesmo modo, é na contemporaneidade brasileirada, onde são mais priorizados e destacados os que possuem um maior capital em mediante à sociedade, assim, acabam espetaculizando como se não houvesse uma parte da população que precisasse de uma atenção maior na inclusão desses indivíduos, que não é verdade, pois estão em desvantagem em relações econômicas, que por questões financeiras não possuem os mesmos recursos. Contudo, passam a esconder a visível segregação econômica vivida no país por essas classes mais baixas, algo que passaria a ser um papel imprescindível na vida dessas pessoas.
Portanto, para que esses cidadãos tenha alcance a esses meios, é necessário que o Governo em conjunto com Empresas de internet criem acordos, a fim de diminuir o preço do wi-fi em domicílio, por meio da garantia de redução de impostos pelo Governo às Empresas, para que assim, mais pessoas possam ter acesso à internet. Além disso, o Estado deve intervir disponibilizando computadores com internet, através de verbas estaduais, distribuindo em bairros ou municípios das cidades. Assim, os custos serão menores e então ficará mais favoráveis ao acesso para aqueles com pequena renda.
O relatório aponta que para além de metade da população estar fora da internet, entre os conectados há desigualdades importantes. “As distâncias existentes na adoção de conectividade são conduzidas por brechas de diferentes tipos: geografias (áreas urbanas x rurais), renda (ricos x pobres), idade e gênero, entre outros”, destaca o relatório.
“O mundo tecnológico se move tão rápido que, se forem adotadas as medidas necessárias para que o acesso chegue a todas partes, provavelmente esse será um dos campos em que poderemos avançar mais depressa”