O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 18/06/2020

Durante a Guerra Fria, houve um significativo avanço das tecnologias, o qual beneficiou a humanidade de forma imensurável. Um dos principais beneficio diz respeito à comunicação, revolucionada com o surgimento da internet. Todavia, há questões problemáticas quanto a essa invenção, como é o caso da exclusão social dos menos afortunados a esse recurso. Esse problema, cuja causa relaciona-se ao desinteresse do governo, gera consequências para o indivíduo.

De inicio, tem se noção que a Constituição Federal assegura a todos os cidadãos o acesso igualitário aos meios de propagação do conhecimento, lazer e cultura. Porém, o mesmo não ocorre na realidade contemporânea do Brasil, visto que, a cada quatro pessoas uma não tem acesso a internet no país, segundo dados apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica). Isso, pois, além do acesso estar muitas vezes apenas em áreas urbanas ou elitizadas, muitos não tem os aparelhos necessários para acessar a rede virtual. Essa segregação é identificada na tese “autocidadania” escrita pelo sociólogo Jessé Souza, que denuncia a situação de vulnerabilidade social vivida pelos mais pobres, cujos direitos são negligenciados tanto pela falta de ação do Estado quanto da indiferença da sociedade em geral. Fica claro, então, que o acesso a internet não é um recurso democraticamente pleno no Brasil.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a exclusão social de certa parcela da população, necessita-se, urgentemente, que o Ministério da Ciências, Tecnologia e Comunicações junto ao Ministério da Economia direcione capital e projetos de infraestruturas para que a internet assim, seja, democraticamente acessível a todas as regiões urbanas e rurais. E elaborações de espaços públicos com acesso gratuito a internet sejam providenciados. Desse modo, o cidadão brasileiro poderá alcançar a construção de um mundo melhor e igualdade virtual para todos.