O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 23/06/2020
O Brasil carrega uma desigualdade social e econômica desde suas épocas coloniais, a qual os escravos eram trazidos da África para servir aos senhores fazendeiros portugueses. Tais fatos ainda refletem-se na sociedade atual, mostrando o quanto é difícil instigar mudanças na sociedade brasileira. Porém, com uma pandemia mundial eminente no país, os índices das desigualdade estão sendo expostos, e um deles é a grande falta de acesso à internet por grande parte da população.
Consequentemente, nesse momento de quarentena da população, as escolas e faculdades estão fechadas, portanto, os alunos não estão tendo aulas presenciais. Todavia, muitas instituições adotaram o ensino EaD (Ensino a Distância), ou seja, através de aparelhos eletrônicos (computadores ou celulares) as aulas ao vivo ou videoaulas gravadas são disponibilizadas aos alunos, além de exercícios e textos educacionais. Contudo, esse não é um método justo, ao menos não nas atuais condições do país, onde, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um em cada quatro brasileiros não possui acesso à internet, aproximando-se de 46 milhões de pessoas.
Ademais, há também os casos em que pessoas têm acesso, porém muito precário. Isso mostra as falhas presentes na país, afetando diretamente o futuro de milhões de crianças e adolescentes, os quais, muitas vezes, dependem de um ensino desqualificado para garantir um futuro totalmente incerto. A qualificação das aulas dá-se de maneira extremamente diferente em escolas públicas e privadas, enquanto nas particulares muitos alunos conseguem uma continuação do ensino, mesmo que com dificuldade por uma certa falta de precisão no EaD, mas ainda assim tendo diversas oportunidades, por outro lado estudantes do ensino público sofrem com a péssima infraestrutura, falta de preparação e a escassez de materiais para prosseguir os estudos, apresentando de forma clara a desigualdade.
Tal dificuldade pode ser vista no caso do menino Willian Maciel de 13 anos, residente em Hidrolândia, região metropolitana de Goiânia, o qual, segundo o site G1, utilizava a internet de um açougue em uma praça da cidade, com o intuito de prosseguir seus estudos, já que suas estavam dispensadas por conta da pandemia e em sua residência ele não contava com acesso à internet, além de que o garoto utiliza um celular comprado com dinheiro vindo da venda de latinhas, feita pelo próprio garoto.
Evidencia-se que, o Brasil precisa mais do que apenas a igualdade, pelo abismo social entre as classes, é necessária a equidade social, a qual as pessoas recebem oportunidades de acordo com sua respectiva situação, para que no final, haja uma equiparação de todas as pessoas. Além de que o governo pode investir em wi-fi livre e de graça em diversos locais em dificuldade, além de melhor o investimento nas escolas públicas, garantindo um ensino melhor aos alunos, em um momento delicado.