O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 21/06/2020

Possuir o acesso à educação é um dos direitos constitucionais básicos do ser humano, e por isso, é uma questão de extrema importância. Contudo, o mundo depara-se com a significativa massa populacional sem meios de acesso à educação em situações necessárias, como a atual pandemia, pelo acesso desigual a meios tecnológicos, dentre eles, a internet. Logo, tal situação é um descaso para com os indivíduos, e resolvê-la é imprescindível.

Nesse contexto, pode-se dizer que o mundo, mesmo tendo um índice elevado de indivíduos com acesso à internet, esse acesso é restringido à grupos mais ricos e com condições socioeconômicas para obtê-lo. Tal fato se dá devido a intensa desigualdade social e econômica presente, como é representada na obra “O Cortiço” de Aluísio de Azevedo, que representa esse contraste por meio de um cortiço básico pequeno à famílias de baixa renda, enquanto muitos de classes sociais elevadas possuem um alto padrão de vida.

Além disso, essa desigualdade é muito presente em diversas regiões da África, principalmente ao estudar áreas da África subsaariana, considerada uma das regiões mais pobres do planeta. Tal região consome 6,8%  da receita mensal média em serviços de internet, enquanto o Sul da Ásia possui o mesmo serviço, com mais facilidade no acesso e por apenas 1,2% da renda mensal média.

Nesse cenário, além da desigualdade no acesso à informação por plataformas digitais, a falta de acesso à internet em situações de necessidade, como a atual pandemia, prejudica radicalmente a educação. De acordo com a União Internacional de Telecomunicações, 3,6 bilhões de pessoas não possuíam acesso à rede de comunicação remota no ano de 2019. Devido ao isolamento domiciliar durante o atual surto viral, os governantes dos países aprovaram o ensino à distância via programas de computador. Entretanto, eles não contavam com as intensas desavenças e desigualdades ao acesso à internet, promovendo a exclusão de classes sociais inferiores ao seu direito constitucional de educação básica.

Em suma, é devidamente necessário que o Governos de todos os países criem um plano mensal que permita a todos o acesso à internet com um preço mínimo e situações de caridade do mesmo em questões de baixa renda. Tal acontecimento se dará por meio da concessão governamental à uma empresa privada de telecomunicação, que liberará um acesso mínimo gratuito aos interessados, a fim de que todos possuam acesso à internet e ao conhecimento pela mesma.