O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 23/06/2020
Desde que a proposta de governos estaduais e municipais de dar continuidade ao ano letivo da educação com EaD (ensino a distância) foi apresentada devido à suspensão das aulas em meio a pandemia de coronavírus, professores e pesquisadores da educação vêm afirmando a exclusão de uma parte significativa de alunos em razão dos recursos tecnológicos que estão tentando trabalhar agora.
Uma pesquisa TIC Domicílios 2018, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, aponta que 42% dos lares não possuem computador, o que implica na exclusão de grande parte dos estudantes do acesso ás aulas, resultando na ampliação das desigualdades sociais.
Além disso, o sucesso do Ead depende da capacidade do estudante de acessar, compreender e interagir com os conteúdos. É necessário o mínimo de autonomia pedagógica e disciplina, capacidades que as crianças ainda precisam desenvolver
Outro ponto é o fato de que muitas escolas, sobretudo públicas, não possuem infraestrutura, não dispõem de plataformas e nem de professores com formação adequada para trabalhar com a modalidade. Sendo assim, desqualificado para o ensino médio, pois exigiria uma estrutura complexa de adaptação, adequação pedagógica e condições de apoio ao ensino-aprendizagem.
Diante dos fatos supracitados, é evidente, portanto, a necessidade dos sistemas educacionais municipais e estaduais de oferecerem apoio educacional aos estudantes de outras formas. Além disso, cabe ao Governo Federal maior investimentos na área tecnológica, para que assim, o acesso a internet seja possível para todos, diminuindo parte das desigualdades sociais.