O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 24/06/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação. Entretanto, o ensino à distância impossibilita que a população desfrute desse direito universal na prática. Sendo assim, percebe-se que o “EAD” é um desafio para o Brasil; o qual ocorre devido não só à desigualdade social, como também a exclusão estudantil.
Primeiramente, é importante ressaltar que a modalidade à distância é a “chave” da desigualdade entre os estudantes. Analogamente, um relatório realizado pela UNICEF apresenta em nível global que 29% dos jovens entre 15 e 24 anos, ou seja, 346 milhões de pessoas não desfrutam do acesso à internet. Além disso, a base dessa educação está sendo realizada através do “pesquise na internet” e entrega de trabalhos/atividades declaradas em datas e horários pelos professores. Certamente, muitos profissionais da educação não estão aptos a essa modalidade, pelo fato de nunca terem usufruído desse ensino ou por não possuírem rede móvel ou Wi-Fi.
Indubitavelmente, a falta de recursos para com estudantes será claramente refletido na exclusão estudantil. De tal forma, oferecer o “EAD” na educação infantil é o mesmo que rejeitar a educação para as crianças. Isto posto, pois as mesmas necessitam de um profissional para lhes ensinar à disciplina, de modo a resolver as dúvidas presentes no cérebro do indivíduo que recém começou a dar seus “primeiros passos”.
Portanto, medidas são necessárias para reverter essa situação. O governo, deve investir em empresas de tecnologia por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar que, essas empresas disponibilizem o acesso à internet com plataformas de estudos e vídeos para toda à população brasileira, até o “término” dessa pandemia existente. Com o intuito de disponibilizar aparelhos celulares para todos os alunos e professores que não possuem essa ferramenta. Só assim seremos uma sociedade com igualdade de ensino para todos.