O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 29/06/2020
A Rede desigual.
Hodiernamente, percebemos o quanto o acesso a internet é importante para nós cidadãos, nos comunicamos, trabalhamos e estudamos através das telas de computador ou celular. Embora essa tecnologia tão avançada seja extremamente eficaz, nem todos os indivíduos possuem alcance a esse método de informação, o que não é correto. A segregação entre pessoas que adquiriram internet e as que não adquiriram, ressalta a desigualdade social que existe nos países do mundo e em especial o Brasil. Tal fato precisa urgentemente de uma intervenção governamental, pois é injusto que haja internet para a minoria rica e não para a maioria com más condições financeiras.
No que concerne o contexto histórico sobre a criação do ciberespaço, o país pioneiro nesse longo processo da informação, foi os Estados Unidos no ano de 1969. Nesse período, a internet, em outrora conhecida como Arpanet, foi desenvolvida no auge da Guerra Fria, quando era essencial provar ao mundo a supremacia estadunidense sob a União Soviética. Aos poucos, essa nova metodologia de conversação foi ganhando notoriedade e hoje, segundo os recentes dados da UIT (União Internacional de Telecomunicações), mais da metade da população mundial está conectada, o que corresponde aproximadamente a 3,9 bilhões de pessoas, uma grande vitória para a globalização.
Trazendo a realidade para o Brasil, a comemoração não é conveniente. A grande maioria das escolas públicas brasileiras além de não terem professores qualificados, também não possuem infraestrutura adequada, nesse caso, o acesso a internet não ocorre porque não há computadores disponíveis. Ademais, conforme os dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cada quatro pessoas no Brasil, uma não tem acesso a internet o que corresponde a 46 milhões de brasileiros. Diante dessa conjuntura, fica comprovada a citação do filósofo Eduardo Marinho, “Não há competição, quando há desigualdade de condições, há covardia”.
Infere-se portanto, que a solução para o devido contratempo necessita de apoio governamental. Para isso, o poder legislativo através de vereadores, deputados e senadores, deve elaborar leis que atribuam redes Wi-Fi em inúmeros pontos dos estados e em bairros periféricos, oferecendo à população mais pobre, o acesso a esse meio de informação sem ter que pagar pela mesma. O Governo Federal, através do Ministério da Educação, deve fornecer às escolas públicas dos municípios novos computadores mensalmente, a fim de garantir que a educação será igualitária independente da rede institucional. Desse modo, o Brasil poderá diminuir a desigualdade social, tornando-se um país que realmente prega o que está escrito em sua bandeira, “Ordem e Progresso”.