O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 02/07/2020
Criada em 1996, a primeira rede de conexão sem fio foi criada durante a Guerra Fria com o objetivo de beneficiar a humanidade. É fato que atualmente nem toda a população brasileira possui acesso a internet trazendo consequências como a desigualdade e a desinformação. Então o que fazer para evitar esse processo de democratização da acessibilidade ao espaço virtual?
Em 2020, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou uma pesquisa revelando que 46 milhões dos brasileiros não são conectados a rede. Tendo em vista que um terço da sociedade está excluída de um segmento evolutivo como o avanço da tecnologia, é de se esperar resultados impactantes diretamente no meio social tais quais: a luta de classes e a ignorância.
Um dos melhores indicadores da discrepância no acesso a internet é o Ensino a Distância, devido ao fato de que os novos métodos de ensino das escolas necessitam do uso da web para aplicar os conteúdos. Levando em consideração que em 2017 o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), revelou que um em cada cinco alunos matriculados no ensino superior estuda a distância, tornando relevante o fato de que um recurso tão benéfico não pode ser aproveitado em sua maioria, por falta de oportunidade ao uso da rede da população negligenciada.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Ciência e da Tecnologia entregaria um projeto de lei a Câmara dos Deputados com o objetivo de tornar obrigatório o acesso a internet para todas as pessoas, evitando a exclusão dessa minoria aos benefícios do ciberespaço. O Governo Federal juntamente com os governadores devem instaurar locais públicos e lan house’s em pontos estratégicos do país e que possuem uma maior carência desse recurso, para utilizar a internet gratuitamente, tornando possível o nivelamento social assim como um maior acúmulo de conhecimento.