O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 26/06/2020

Desde seu surgimento, durante o período conhecido como globalização, a internet tornou-se um dos avanços tecnológicos mais importantes, sendo quase indispensável em diversas áreas. Entretanto, o baixo acesso à internet no Brasil impossibilita que grande parcela dos brasileiros tenha acesso a esse recurso. Nessa perspectiva, esse baixo acesso é um dos grandes marcadores de desigualdade social, além de impactar negativamente em relação ao direito à educação. Nessa lógica, medidas são necessárias para garantir uma integração na sociedade.

Primeiramente, é importante salientar que esse baixo alcance ao espaço virtual é um grande marcador da desigualdade social. Uma vez que, após o período da globalização, a partir de 1980, o mundo teve uma grande integração econômica, social e cultural, gerada, principalmente, pela internet. Todavia, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mais de 25% da população brasileira não possui acesso à essa tecnologia, totalizando quase 50 milhões de pessoas. Nesse espectro, pode-se concluir que a possibilidade de obter esse recurso é quase que exclusiva para as pessoas de rendas mais elevadas, sendo inadmissível para o país que ocupa a 9° posição de maiores economias do mundo.

É importante, ainda, evidenciar o papel que essa rede possui sobre o direito de obter educação de qualidade. Posto que, segundo o Ministério da Educação (MEC) quase 25% dos alunos em ensino superior fazem seu curso pelo Educação a Distância (EAD), totalizando mais de 2 milhões de pessoas. Nessa conjuntura, é racional deduzir os grandes problemas relacionados a ausência desse direito ao ciberespaço, dado que ela é indispensável para que a modalidade de ensino supracitada seja realizada.

Portanto, infere-se que medidas são necessárias para solucionar o problema. Por isso, cabe ao Ministério da Educação democratizar a “web” para as pessoas mais pobres, por meio de programas sociais que ofereçam internet gratuitamente para a população carente, além da distribuição de aparelhos para possibilitar o uso dela, a fim de que uma maior parcela da população possa usufruir desse direito e mais pessoas possuam educação de qualidade no Brasil. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora nas condições de educação e bem-estar da nação brasileira.