O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 05/07/2020
Criada nos anos de 1969, com o intuito de interligar laboratórios de pesquisas, a internet mostrou ser uma ferramenta de grande importância para comunicação, estudos e descobertas científicas, sendo aos poucos liberada para uso da população em geral. No entanto, atualmente o acesso a rede não é concebido para toda sociedade mundial, principalmente em países com desigualdade social tão esclarecida como é no Brasil. Desse modo, há um acentuado desnível na qualidade da educação e formação de pessoas que não têm a possibilidade de conexão, sendo desvalorizadas e prejudicada principalmente diante do atual cenário que o país vem enfrentando no processo de aulas pelo Ensino a Distância (EaD) devido a pandemia do coronavírus.
Em primeira abordagem, entende-se que a internet é uma rede global de comunicação que ininterruptamente transmite e recebe informações para quem tem a possibilidade de acessá-la. Diante disso, a desigualdade social no Brasil apresenta cerca de 30% de uma população não conectada em nenhum dos dois aspectos: domiciliar ou móvel, que acabam perdendo a recepção de notícias e interações do país e do mundo. Além disso, provê-la nas casas ou telefones móveis tem custos elevados, independente da qualidade de sua conexão, tirando a possibilidade de adquiri-la, por conta dos salários e ordem de importância para a sobrevivência, como a alimentação e despesas familiar. Desse modo, é possível notar a falta de qualidade de vida de milhares de brasileiros que não conseguem acessar o que é de direito humano.
Cabe, ainda, pontuar que houveram equívocos quanto ao sistema de ensino a distância por conta da pandemia do coronavírus no Brasil que impossibilitou o funcionamento de todas as redes físicas de educação e aprendizagem, afetando a vida de milhões de estudantes. Como forma de dar sequência as aulas, a adaptação ao ensino em casa afetou, principalmente, escolas públicas e seus respectivos alunos que encontraram outro desafio: a falta e desqualificação do acesso a internet. Cerca de 42% da população não tem computador em casa, somando assim, desafio pelo qual educar e ensinar à distância, não é a maneira coerente de ajudar os alunos.
Destarte, é crucial promover ações para reverter esse cenário de dificuldade e impossibilidade ao acesso a internet no Brasil. Sendo direito do ser humano à conexão a rede, investimento dos Governos Federal e Estadual e companhias telefônicas para que haja a livre utilização da internet poderiam ser impostas em locais públicos com acesso grátis, principalmente onde estudantes passam maior parte do tempo, como as bibliotecas públicas e mesmo escolas. Além disso, implantação de computadores nas escolas públicas qualificariam o ensino e aprendizagem de milhares de alunos do Brasil.