O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 05/07/2020

Já não é novidade que o acesso à internet no Brasil é restrito. Visto que, até mesmo a própria web, relata através de vídeos, depoimentos e notícias, a disparidade da população, onde o acesso é facilitado, comparado com aqueles cujo o alcance é inexistente ou limitado. Sendo tal restrição uma, ferramenta relevante para avaliar as desigualdades sociais, já que em meio a pandemia atual, se torna cada vez mais importante o uso da internet por vários seguimentos sociais, principalmente profissionais e estudantes, que estão em quarentena, e necessitam da rede para trabalhar em “home office” e estudar através de plataformas do EaD.

Analisando a questão estudantil, uma pesquisa da TIC Domicílios em 2018, feita pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, mostra que 42% das residencias no Brasil não possuem computador, e apesar da outra grande parte possuir os equipamentos necessários, não é indício que seja uma boa internet, para acessar formas de estudos do EaD, sendo um possível agravante para o atraso do desenvolvimento de classes menos favorecidas, que não vão dar continuidade aos estudos iniciados no ano letivo, quando as aulas eram presenciais.

Além disso, a impossibilidade de buscar informações na rede e solucionar problemas, trás grandes prejuízos aos cidadãos, que poderiam resolver com mais agilidade questões sociais (inscrições para receber o Auxilio Emergencial, cadastros de títulos de eleitor, alistar no Serviço Militar Obrigatório… ), questões de saúde (consultas online com diversos especialistas, acesso a resultados de exames…)  e interação social (encontros familiares, buscas de auto ajuda…) como também vários outros benefícios trazidos pela eficácia da boa conexão.

Portanto medidas emergenciais são necessárias para resolver o impasse, como foi dito por Immanuel Kant " O ser humano é aquilo que a educação faz dele “, obrigando assim o Ministério da Educação (MEC) com parceria ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) juntamente com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), reavaliar as normas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para que sejam facilitadas de forma organizada, a criação de novos serviços de internet através da disputa de livre mercado, dando assim oportunidade de desenvolvimento de empresas autônomas, a fornecer conexões mais acessáveis, além disso, instalar para todos, sem exceção, pontos de conexão em localidades com maior público de jovens e adolescentes estudantes, para que tenham um maior desempenho e certeza de um ano letivo concluído.