O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 03/07/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com acesso à internet torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela dificuldade ao acesso, seja pela desigualdade social, o problema permanece afetando grande parcela da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar é válido reconhecer que a diferença do poder aquisitivo limita a cidadania do indivíduo, uma vez que esta significa, na prática, viver com dignidade. No livro Cidadão de papel, Gilberto Dimesntein afirma que – apesar da Declaração Universal dos Direitos Humanos e de todos os modernos códigos legais que regem o país – o Brasil ainda é negligente quando o assunto é a inacessibilidade à internet, por isso a cidadania ainda não saiu do papel. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Em segundo lugar, é preciso tem em mente que, dependendo do local em que vivem, nem todas as pessoas conseguem ter o acesso à internet. Isso porque, em muitos lugares do Brasil, a rede não chega. Segundo a Folha de São Paulo - plataforma de conteúdo jornalístico - cerca de 34% dos jovens não tiveram acesso para fazer o ENEM no ano de 2018, isso mostra que nessas áreas, os provedores de internet não chegam e por isso, deixam de fazer uma prova importante para conseguir ingressar na faculdade. Assim, é mister resolver essa problemática.
Portanto, a precariedade para o acesso a internet é um mal que necessita de ser combatido. Desse modo, cabe ao Estado em criar programas de auxílio às famílias mais carentes, utilizando da verba estatal, para permitir que a população juvenil, principalmente, ter aulas EaD e a sociedade fique conectada ás situações do país. Somente assim, notar-se-á um mundo imaginado por Policarpo Quaresma.