O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 06/07/2020

A fotografia de Tuca Vieira, tirada em 2004, famosa por representar a desigualdade social brasileira, mostra Paraisópolis - a segunda maior favela de São Paulo - e um condomínio de luxo do rico bairro do Morumbi dividindo fronteira. Essa desigualdade social, vista com destaque no Brasil, influencia diretamente na quantidade de residencias que possuem internet. Como o acesso a internet gera custos, muitas famílias não tem dinheiro para arcar com esse recurso. Em meio a pandemia, a proposta do governo é dar continuidade as aulas por meio do ensino a distancia (EaD), fato que se torna muito prejudicial aos alunos que não possuem internet em casa.

Em virtude dos fatos mencionados, cabe analisar o contexto social brasileiro. De acordo com dados informados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, a renda média de 60% dos trabalhadores brasileiros estava abaixo de um salário mínimo. Fato no qual se torna importante para entender o porque, de acordo com o IBGE, cerca de 46 milhões de brasileiros não tem acesso a internet. Levando em consideração que a internet é, atualmente, a maior ferramenta de informação do mundo, traz a tona que os brasileiros que não a possuem tem desvantagem para adquirir conhecimento e informações em geral em meio aos que possuem.

Em consequência disso, vê-se, que também se torna a realidade de muitos alunos o fato de não possuir internet na residência. Quando a proposta do governo é a de continuar aulas de forma online, é de extrema importância analisar esses aspectos, pois alunos sem o acesso a esse recurso se encontram sem a possibilidade de acompanhar os que a possuem. Isso faz com que eles tenham um atraso de desenvolvimento educacional e pessoal em relação aos outros.

Tendo em vista os aspectos observados, para que o acesso a internet se torne uma realidade para os brasileiros mais necessitados, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) deve, amparado pelo Ministério da economia, democratizar pontos de acesso à internet, por meio de uma lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nessa lei deve constar que os pontos só devem se instalados em locais, comprovados pela IBGE, de extrema pobreza no país. Ademais o Ministério da Educação deve disponibilizar materiais didáticos físicos para estudantes de escolas públicas para que os quais não fiquem sem acesso a educação em meio a pandemia. Afim de solucionar o acesso à internet em questão no Brasil.