O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 01/07/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito ao recebimento e transmissão de informações e ao bem-estar social. Entretanto, o escasso acesso à internet impossibilita que uma parcela da população brasileira desfrute de seus direitos na prática. Isso ocorre, principalmente, devido à desigualdade salarial e a inexperiência para com o uso de tecnologias - cenário que exige mudança.

A priori, vale ressaltar como o baixo salário limita a cidadania do indivíduo, uma vez que esta significa, em exercício, viver com dignidade. No livro Cidadão de Papel, Gilberto Dimenstein afirma que - apesar de ser um Estado democrático de direito e de todos os modernos códigos legais que regem o país - o Brasil ainda é negligente quando o assunto é 25% da população sem acesso à internet, por isso a cidadania ainda não saiu do papel. Logo, é substancial a mudança desse quadro.

Ademais, tal problemática é alimentada pela carência de convivência com a tecnologia. Nesse aspecto, o Brasil apresenta um cenário heterogêneo, com regiões altamente desenvolvidas e, em contraste, outras sem sequer saneamento básico. Somado a isso, a frase do cientista Albert Einstein “se tornou aparentemente óbvio que nossa tecnologia excedeu nossa humanidade”, destaca a ignorância da maioria privilegiada em relação à minoria.

Infere-se, portanto, que são necessárias medidas para reverter essa situação. Para isso, o Governo Federal - responsável por garantir os Direitos Humanos - deve criar projetos que ampliem o acesso à internet, por meio de instalações em pontos estratégicos dos bairros, visando a democratização do acesso em questão. Sendo assim, poder-se-á aproximar-se da Declaração Universal dos Direitos Humanos e, por conseguinte, salvaguardar direitos igualitários.