O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 01/07/2020

No livro “Capitães da Areia”, o autor Jorge Amado narra a realidade de um grupo de jovens que sobrevivem na capital da Bahia, onde são marginalizados e submetidos as desigualdades sociais. Analogamente, é fato que grupos como esse encontram-se excluídos quando o assunto é o acesso à internet no Brasil. Assim, seja pela falta de infraestrutura, seja pelas desigualdades presentes na sociedade, essa problemática persiste e urge ser combatida.

A priori, é indiscutível que a falta de infraestrutura adequada corrobora para a permanência de tal problema. Isso ocorre - principalmente - em áreas afastadas dos grandes centros urbanos, pois esses locais recebem pouca assistência do Estado e não possuem condições de investir nos equipamentos necessários para realizar o acesso. Segundo dados do UOL, cerca de 50% dos lares não possuem computador. Desse modo, fica evidente que a precária infraestrutura atua como barreira para a solução desse impasse.

Ademais, a desigualdade social é outro fator agravante e reflete diretamente na área educacional. Isso ocorre, uma vez que grande parte dos alunos não possuem condições de arcar com aulas remotas, caso ocorra algum contratempo que interrompa as aulas presencias. De acordo com a pesquisa TIC Domicílios de 2019, a internet é uma ferramenta facilitadora na busca por material online e a Educação à Distância, mas o acesso não é universal, já que está restrito a 70% da população brasileira. Com isso, dentre as inúmeras finalidades da internet, é irrefutável que atua como um aparato educacional e é de extrema importância tornar seu acesso democrático.

O contato com a internet, portanto, é de notável relevância e necessita ser democratizada. Dessa forma, o governo deve investir em equipamentos e infraestrutura adequada, por meio de políticas públicas, a fim de garantir o acesso à internet nas áreas afastadas e maior participação dos grupos excluídos socialmente. Assim, será possível metamorfosear a narrativa de Jorge Amado e exercer a cidadania como um todo.