O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 01/07/2020
Com a busca desenfreada por avanços tecnológicos para fins militares durante a Guerra Fria no século XX, origina-se a internet. Entretanto, o seu uso era restrito somente aos serviços secretos da época, ou seja, somente a uma pequena parcela. De maneira análoga, é possível perceber também no âmbito social atual, a ausência da democratização do acesso à internet no Brasil. Consequentemente, esse fator contribui diretamente com a ampliação das desigualdades sociais no país. Nessa conjuntura, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática que compromete a cidadania.
Em primeira análise, é importante destacar a dificuldade financeira enfrentada por determinada parcela da população, principalmente nas regiões menos favorecidas como o nordeste. Conforme o Comitê Gestor da Internet no Brasil, 51% dos domicílios nordestinos não possuem acesso à internet, seja por dificuldades financeiras para custear o serviço ou por falta de equipamentos como celulares e computadores. Indubitavelmente, esse cenário se dá pela ausência de investimento tecnológico em regiões mais carentes contribuem para a disparidade social, dificultando assim o acesso à informação e a cultura de forma igualitária.
Faz-se mister ainda, salientar as necessidades apresentada em diversas escolas públicas no país, onde há carência do aparato tecnológico e de acesso a uma internet de qualidade. Conforme o filósofo francês Montesquieu, “O amor da democracia, é o da igualdade”. Ao passo que, a realidade enfrentada pelas instituições públicas estão distantes igualdade apresentada pelas ideias do mesmo comparado a estrutura de instituições privadas que normalmente possuem um aparato tecnológico mais favorecido. Logo, evidencia-se as desigualdades e privilégios vivenciados, onde somente uma parcela tem acesso de informação tecnológica fornecida pela internet.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para solidificação de políticas que garantam o acesso à internet igualitário a todos no Brasil. Neste sentido, cabe ao Governo Federal trabalhar com o Ministério da Educação juntamente com a Secretaria Especial da Cultura e com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, para que haja o investimento tanto nas escolas quanto nas comunidades carentes, tendo em vista que o acesso à informação é um direito previsto no artigo 5° na Constituição Federal de 1988. Com tais implementações citadas, espera-se promover uma melhora nas condições sociais da classe menos favorecida, tornando assim os ideais de Montesquieu uma realidade e essa problemática uma mazela passada na história brasileira.