O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 06/07/2020
Em 1988, a internet chegou no Brasil, com o apoio da FAPESP, UFRJ, e LNCC, para fins acadêmicos. Anos depois, na década de 90, a internet serviu para fins domésticos e sociais, e isso possibilitou grandes evoluções na forma de compartilhamento de informações e na forma de socialização. Com o passar do tempo, a internet se popularizou de tal forma, que muitos brasileiros ainda não possuem tal produto. Não possuem, sequer, água e alimento.
De acordo com a TIC, em 2018, 126 milhões de brasileiros acessaram a internet, regularmente, e isso representava 60% da população. Ou seja, quase metade dos brasileiros não tinham acesso à internet. 30% dos domicílios também não possui acesso, o que impacta outras formas de educação. Em relação à faixa etária, os mais afetados são pessoas entre 25 e 34 anos, pessoas jovens. Além do problema de acesso, há problemas relacionados ao vício, já que o meio ao qual é usado para usar a internet para fins escolares, pode ser usado para fins não-escolares, como redes sociais, jogos, entre outros fins que podem prejudicar o engajamento do estudante.
Além disso, entre as regiões do Brasil, o Nordeste e o Norte são as regiões com menos acesso. A questão do acesso não é só na área educacional, mas também no espaço onde muitos vivem. De acordo com a Cetic, apenas metade da população rural têm acesso à internet. Porém, entre 2016 e 2019, o número de usuários, aqui no Brasil, aumentou, de 60% para 75%, com ajuda de políticas públicas e iniciativas privadas.
Por isso, é necessário que seja feita campanhas para o maior acesso em regiões distantes das metrópoles, para que haja inclusão digital, reformas na área de voluntarismo, para que crianças e jovens possam ter maiores condições de vida e de acesso à educação.