O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 03/07/2020
Os avanços tecnológicos no mundo trouxeram modernizações para vários âmbitos, e o advento da internet facilitou a comunicação, diminuiu a distâncias e consolidou a chamada “aldeia global”. Porém apesar do anseio pelo desenvolvimento e a democratização dessa inovação, o cenário socioeconômico do Brasil ainda não é coerente ao de uma nação que tem esse objetivo.
No contexto atual esse objeto ainda é distante e quase inimaginável para muitos. Isso acontece porque 46 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à internet, sendo um dos principais motivos alegados o financeiro, relacionado à dispendiosidade dos serviços. Também é observado o papel da desigualdade de renda no que diz respeito ao acesso a essas redes de comunicação, visto que a renda média nos domicílios que possuíam era quase o dobro desse rendimento nas residências que não.
Entretanto, essa disparidade de rendimento tem relação direta com a desigualdade entre as regiões do país, o que explica os números a respeito do acesso à internet. A renda per capita média por ano da região que tem o menor percentual de pessoas que não acessam a rede (Sudeste, onde apenas 18,9% da população fazia parte desse número) e a que tem o maior (Nordeste, onde 36% fazem) é quase três vezes maior.
Porém, observa-se também que o percentual de domicílios que acessam a internet em áreas rurais cresceu mais do que os de área urbana, de 41% para 49,2% naquela e de 80,2% para 83,8% nessa. Além disso outro número significativo e inesperado foi o da idade de novos usuários, de 10 milhões de recém-chegados à essa nova era, 30% tinha mais de 60 anos de idade.
Portanto, fica evidente o desejo do Brasil de se inserir na nova realidade vivida atualmente e alcançar um certo patamar de desenvolvimento, bem como as barreiras que ainda dificultam o país. Desse modo, é necessário que o Governo Federal realize planos de desenvolvimento para as regiões mais pobres do país, tais como a realização de incentivos fiscais e parcerias com empresas provedoras de internet, de maneira que possam se instalar nesses lugares e conectá-los ao mundo globalizado contemporâneo, além de gerar empregos e crescimento econômico a essas zonas. Ainda é conveniente ao Ministério da Agricultura, ao da Economia e ao da Tecnologia e Ciência a realização de um programa de distribuição de terras e auxílio a novos proprietários, que tenha como objetivo levar acesso à internet e tecnologias ao campo, o que acarretaria em uma certa diminuição na desigualdade entre as áreas urbanas e rurais e em um forte progresso da economia agropecuária no Brasil com a inserção de técnicas inovadoras e eficientes para essa produção.