O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 05/07/2020
A série Black Mirror, da Netflix, retrata futuros distópicos onde a tecnologia se tornou parte crucial na vida das pessoas. Porém não é preciso ir muito longe para perceber a importância do acesso à internet no mundo contemporâneo. Os espaços virtuais se tornaram não só uma fonte de entretenimento, mas também um direito humano à cidadania, no que diz respeito ao acesso à informação, cultura e participação política.
Segundo senso de 2019, quase 70% dos brasileiros estavam conectados à internet, onde as regiões urbanas apresentavam o valor um pouco acima da média, com 74%. Houve também um crescimento de 6 pontos percentuais nas camadas mais pobres que têm esse acesso, que em 2017 era de 42% e passou a ser 48% em 2019. Porém isso não é o suficiente quando cerca de 30% da população ainda não têm acesso a essas tecnologias, e ter acesso não garante que ele seja de qualidade.
O Marco Civil da Internet garante o direito ao acesso à internet a todos, mas, como já citado, isso nem sempre é cumprindo. Alguns fatores contribuem para essa dificuldade de acesso, como as desigualdades sociais e econômicas que impossibilitam que certos grupos sociais adquiram tais serviços, a distância, que impede que os mesmos cheguem a tais regiões, ou até mesmo a falta de instrução, já que muitas dessas pessoas ao menos sabem utilizar esses equipamentos.
Em virtude dos fatos mencionados, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) deve criar projetos de lei que amplie o alcance da internet a todas as classes sociais, visando àquelas mais pobres, para propiciar uma maior projeção do acesso à internet. O Ministério da Educação (MEC), em conjunto ao MCTIC, deve ampliar o acesso à internet nas escolas, para introduzir os cidadãos desde jovem a essas tecnologias.