O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 06/07/2020

O episódio “Queda Livre” da série americana Black Mirror retrata a vida de uma sociedade extremamente ligada à internet. A luz dessa óptica, afirmar a dependência do corpo social à internet contrapõe à realidade brasileira. A partir disso, faz-se relevante analisar como a desigualdade social e a falta de conhecimento tecnológico são coeficientes ímpares à manutenção desse cenário.

Em primeira análise, sendo Brasil um país emergente, isto é, com alta desigualdade social, o acesso à internet apesar de ser universal não alcança grande parte da população nacional. Parafraseando o filósofo contratualista Rousseau a desigualdade social teve seu berço na antiguidade com a divisão  de terras que segregou a população em classes sociais. Assim, ao afirmar que a divisão social é acorrentada à sociedade brasileira, afirma-se também que o acesso à internet, restringe-se às classes média-alta. Posto isso, as redes são fatores essenciais de inclusão na vida contemporânea.

Além disso, a pesar de o Brasil ser um país com grande população jovem, que tem conhecimento e habilidade para se desenvolver na internet, sabe-se da existência de uma parcela populacional que se mantém alheia às redes. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cerca de 24 milhões de brasileiros não estão inclusos na internet por falta de conhecimento. Dessarte, vê-se que o desconhecimento tecnológico contribui para um país pouco integrado.

Nesse ínterim, observa-se que o acesso a internet é limitado no Brasil. Sendo assim cabe ao governo por meio do Ministério da Tecnologia disponibilizar redes de internet pública de boa qualidade à população, com enfase em lugares públicos de maior circulação, como: praças e pontos de ônibus, com fito de o acesso fácil ao mundo virtual. À vista disso resolver-se-á tal problemática.