O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 04/07/2020
O filme “Jogador N° 1”, apesar de uma obra ficcional, retrata uma sociedade em que a tecnologia e a internet está excepcionalmente presente no dia a dia da população que a utiliza como uma alternativa para enfrentar a realidade. Entretanto, na vida real, essas características se diferem, visto que, grande parcela da sociedade, não tem o acesso à essas tecnologias. Tais situações configuram uma desigualdade socioeconômica que gera diversas consequências aos menos privilegiados, desse modo, esses merecem a devida atenção para serem inseridos à nova realidade.
De acordo com um post divulgado no site “Blog do AFTM (a informação apoiando a gestão dos municípios brasileiros)” cerca de 63,4 milhões de brasileiros não têm acesso à internet. Tal informação mostra como muitos não tem a oportunidade de ingressar no ciberespaço, em geral, por não possuírem condições financeiras necessárias para ter acesso à rede e/ou comprar um equipamento que tenha conexão com a mesma. Desta forma, muitas pessoas saem prejudicadas, já que a internet é utilizada para diversas ocasiões como de trabalho, estudo e até mesmo compras.
Além disso, com a existência da pandemia viral do novo COVID-19, a internet se tornou ainda mais importante e essencial nas atividades cotidianas, já que houve a necessidade de isolamento social. Devido a isso, o sistema público educacional foi repensado e instalado como EaD (Ensino à Distância), porém, a indisponibilidade da internet de muitos alunos dessa rede ou a má qualidade dessa, não os permitem ter um ensino efetivo e de qualidade, o que acaba por gerar um aumento na desigualdade socioeconômica.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar esses impasses. Vistos os fatores mencionados, o governo por intermédio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) juntamente com o Ministério da Educação (MEC) deve investir em pontos de acesso ao wi-fi gratuito de maneira com que todos os cidadãos tenham acesso e também, disponibilizar equipamentos como computadores e tablets aos estudantes que não os possuem, de modo com que esses consigam acompanhar o EaD. Além disso, é de suma importância que o MEC disponibilize tutoriais de acesso às plataformas utilizadas para o ensino, para que não haja complicações quanto ao acesso.