O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 03/07/2020
O livro ``O cidadão de Papel´´, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas socais que aflingem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que o acesso à internet no país afeta a sociedade como um todo e o direito, garantido por lei, de se viver dignamente. Nesse sentido, é válido entender que isso é fruto da má distribuição de renda e da falta de infraestrutura. Desse modo, discutir acerca das raízes e das praticas culturais que contribuem para essa problemática é medida que se impõe.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que uma das causas da dificuldade do acesso à internet é a má distribuição de renda. Isso acontece, principalmente, em virtude da grande desigualdade que há no Brasil, ou seja, existem pessoas muito bem de vida e aquelas que não possuem nada. Exemplos disso podem ser encontrados nas informações divulgadas pela mídia, como por exemplo 10% dos mais ricos concentra 41,9% de renda do país e 1% fica com 28,3% da renda. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Além disso, outro fator a salientar é a falta de infraestrutura. Nesse âmbito, o motivo mais impactante desse entrave é que grande parte das escolas não possuem computadores para oferecer um ensino melhor aos alunos. Dessa forma, os estudantes saem prejudicados por não terem uma plataforma melhor para os estudos. Sendo assim, pode gerar em problemas de dimensões maiores e precisa que medidas sejam tomadas.
Portanto, são necessárias ações para remediar esse impasse. Por isso, é necessário que o Governo juntamente com empresas de internet, ofereça um custo mais baixo, principalmente para aquelas com baixa renda, a fim de que estas possam usufruir e obter mais conhecimento através do mundo digital. Ademais, as escolas devem criar campanhas para que o Estado possa enxergar a falta de materiais que são essenciais na obtenção de conhecimento do estudante, através das redes sociais. Só assim esse cenário poderá ser revertido.