O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 05/07/2020
A Era do Paleolítico foi marcada pela descoberta e controle do fogo e através dessa conquista várias técnicas e tecnologias puderam ser criadas. Assim, a utilização desse invento pode ser vista nas máquinas a vapor, criada pelos ingleses durante a primeira Revolução Industrial, que funcionava utilizando o vapor da queima de carvão. Entretanto, ambas as técnicas, em seus respectivos períodos, não puderam ser utilizadas por todos. Dessa forma a exclusão, causada pela desigualdade social, encontra-se na sociedade desde os primórdios da humanidade. Portanto, o acesso a internet no Brasil, também pode ser usado como exemplo da problemática citada, pois trata-se de uma inovação que não pode ser acessada por todos, devido a falta de igualdade.
Em primeira instância urge salientar que as tecnologias, atualmente, são bem evoluídas e, assim, ela é utilizada em, praticamente, tudo que tangencia a população. No entanto ela não pode ser usada por todos e a internet se encaixa nesses padrões, em vista de que não são todos que possuem as condições necessária para acessá-la. Por conseguinte, o EAD, ensino a distância, não é um benefício que pode ser desfrutado por todos, em vista das condições de desigualdade vivida pela grande parte da população que não tem acesso a uma rede de internet e um computador.
Vale também ressaltar que a necessidade da criação das escolas públicas se deu através da deficiência financeira para custear o ensino particular, enfrentado pro algumas famílias. Ademais urge salientar que a adoção do EAD em escolas públicas não pode ser realizado, pois grande parte da sociedade brasileira não possui condições de acesso e, principalmente, em um país em que 42% dos lares não possuem computador. Por conseguinte, a adoção dessa medida, no Brasil, infringiria o artigo 53, segundo o ECA, Estatuto da Criança e do Adolescente, “a criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho”.
Posto isso, através dos argumentos citados, a participação do governo é inquestionável e sua intervenção, através do Ministério da Educação juntamente com Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, em uma ação conjunta, deveriam adotar medidas de instalação de uma rede de internet pública, para as comunidades sem o seu acesso e a instauração, também, de “lan house” gratuita. Assim a instauração do EAD às escolas públicas não seria questionável, em vista que o acesso a computadores e a internet estariam disponíveis a todos, além disso com a instauração de um servidor local público possibilitaria o acesso a uma rede para todos.