O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 06/07/2020

Baseado na historia da humanidade, a internet surgiu na divisão de 3 grandes marcos : agrícola, industrial e digital. Em que a partir da era digital, se cria a “sociedade da informação”. De tal forma que  tenha uma rapidez de processamento do conteúdo e  mantenha o mundo conectado através do compartilhamento de informações. Nesse sentido em virtude da pandemia o princípio do seu uso no Brasil devia ser algo democrático, com todos tendo o direito de adquirir esse fácil acesso de modo  igualitário, mas o que o País evidência é algo ao contrário. No qual escolas públicas não possuem infraestruturas para atenderem ao EaD e famílias não tendo condições para o acesso, realizando assim um atraso na educação, ao mercado de trabalho e a exclusão ao envoltório do âmbito digital.

Em primeiro plano, destaca-se a postura de algumas escolas públicas diante esse acontecimento no qual estamos vivenciando que é a quarentena. Diante disso, de acordo com a pesquisa realizada pelo TIC Educação 2019,  vemos muitas delas, com os seus ensinos parados, retirando o direito de crianças e adolescentes de aprenderem. Pois não tem o devido apoio do estado em garantir padrões mínimos de qualidade de ensino distância, gerando técnica incapacitada para trabalhar nesse novo método. Sendo que alguns alunos são oriundos também de um acompanhamento pedagógico, por possuírem dificuldades em entender o conteúdo explicado, distanciando ainda mais o mundo do conhecimento de seus aprendizes.

Ademais, outro ponto que se relaciona com o fato apresentado anteriormente é o aspecto social, econômico e cultura da distribuição. E isso acrescenta no ingressamento na era da classe digital entre ricos e pobres, como diz um filósofo francês Pierre Lévy em uma das suas falas que: “toda nova tecnologia cria seus excluídos” destacando que com uma produção, afasta mais a sociedade de baixa renda dessa inovação. Com o desejo de alcançar um grupo que tenha a condição para garantir, não pensando no outro par da população brasileira. Á vista disso deixa claro que devido a esse aspectos, há uma idealização a uma população totalmente desigual, retirando total democracia ao acesso.

Portanto, devem-se elaborar planos para a mudança dessa desigualdade contemporânea da aquisição da internet no Brasil. Cabe ao MEC juntamente com o MCTI entrar em um acordo para disponibilizar recursos as escolas e as famílias. De maneira que a uma redução do preço de algumas empresas de wi-fi, como a Anatel, equipamentos, materiais onlines e cursos gratuitos capacitivos de ensino a distância nas instituições públicas caso não tenham condições, se referindo as regiões das comunidades por exemplo. Desse modo, desenvolvendo-se uma mente cada vez mais cognitiva, aproximando a era digital a todos.