O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 05/07/2020

No Brasil contemporâneo observa-se uma grande disparidade do acesso a internet. O problema do acesso a esse meio de comunicação se agravou notoriamente com o surgimento de uma pandemia, forçando os alunos a ficarem em regime de ensino a distância. No entanto, tendo em vista os níveis de desigualdade social no Brasil, cabe o questionamento se é possível usar esse regime de forma igualitária e democrática.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que o Brasil se encontra como um país extremamente desigual de acordo com os relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU), ocupando a sétima posição entre as nações mais desiguais. Sob esse âmbito, dados da UOL apontam que 42% das casas não possuem computadores, podendo assim notar uma intrínseca relação entre a desigualdade de uma nação, e o acesso a meios de internet. Por meio disso, uma analogia com os Brasis comparados por Machado de Assis mostra-se possível, uma vez que o escritor defendia um país real, sendo esse o bom, revelando os melhores instintos, e um país oficial, sendo um país caricato.

Cabe mencionar, em segundo plano, os efeitos que o acesso a internet produzem no desenvolvimento educacional. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), observa-se que o contato com a internet propicia uma melhoria na qualidade de educação. Nesse âmbito a desigualdade causa severos impactos, já que relatórios da UNICEF apontam que 346 milhões de jovens entre 15 e 24 anos não possuem acesso a internet. Em vista disso, torna-se possível analisar a ligação entre os problemas do ensino a distância sem um plano de ação concreto.

Logo, medidas públicas são necessárias para mudar este cenário. É necessário portanto o adiamento do ano letivo para alunos que não terão a capacidade de acompanhar aulas na modalidade EAD, dessa forma o Ministério da Educação deveria reservar salas especiais para estes alunos. Ademais, é vital que o combate a falta do acesso a internet, tendo por enter meio o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que possibilitará uma internet gratuita a pessoas que não possuem condições de arcar com essas despesas.